Verão não será mais o pesadelo dos videirenses?

O verão sempre acende um sinal de alerta na população videirense no que diz respeito ao abastecimento de água.

Quase todos os anos a população sofre com a falta de água em alguns bairros, problema que deve ser amenizado esse ano segundo Companhia Catarinense de Águas e Saneamento, Casan.

O chefe da agência, Dirceo Roque Deon explica que mesmo com as melhorias que foram feitas a população deve estar ciente de que alguns imprevistos podem ocorrer e gerar falta de água.

“As melhorias foram feitas no que diz respeito a capacidade das bombas e isso vai auxiliar muito, porém outros problemas podem ocasionar falta de água, como vazamentos ocultos que podem demorar para serem encontrados. Outro fator que também pode ocasionar falta de água é a falta de luz nas bombas, muitas pessoas inclusive reclamam quando informamos que a falta de água em determinado local é ocasionada pela falta de energia elétrica, questionando qual é a ligação da Casan com a Celesc, a resposta é simples, sem energia as bombas não podem bombear a água para os canos” pontuou.

Nessa época do ano o consumo também aumenta devido a festas de final de ano, onde muitas famílias se reúnem e recebem visitantes de outras cidades, aumentando o fluxo de pessoas. Outro fator muito comum para a época do ano é que as pessoas aproveitam para fazer faxina, lavando paredes, cobertores entre outros. Deon salienta que é importante as pessoas tomarem atitudes simples para evitar desperdício.

“Não estamos dizendo que as pessoas não devem fazer as faxinas e limpezas que desejarem, mas algumas medidas simples evitam desperdício e auxiliam não só na economia de água mas também na redução da fatura de água. Colocar um registro para controlar a água na ponta da mangueira e não deixa-la aberta enquanto faz a limpeza é uma dica” diz.

Melhorias

A CASAN finalizou no mês de julho uma obra que trará melhoria significativa para o abastecimento da população de Videira. O investimento foi de aproximadamente R$ 800 mil.

Depois quase um mês de execução dos trabalhos e dificuldades no abastecimento, foi concluída a troca do conjunto de motobombas do sistema de captação de água bruta no Rio do Peixe.

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“As bombas antigas já não eram mais fabricadas, não havia peças de reposição. Trabalhávamos sempre preocupados”, conta o chefe da agência, Dirceo Roque Deon, que com dedicação concedeu uma série de entrevistas nas rádios e jornais locais para explicar para a população a importância da obra e seus benefícios.

Com os novos equipamentos, a captação de água para Videira que era de 120 litros por segundo passa a 160 l/s. Cada uma das bombas (são três ao todo) tem capacidade para captação de 80 litros por segundo, e apenas duas ficam em operação – a terceira é reserva.

A melhoria na captação contemplou também a troca e ampliação das conexões com a adutora que leva a água captada até a estação de tratamento.

Dirceu explica que o sistema de bombeamento em Videira é diferenciado e foi especialmente projetado para que em caso de elevação do nível do Rio do Peixe (que já provocou inúmeras enchentes) os equipamentos não sejam danificados. “É um sistema vertical, que chega a quase 8 metros de altura”, informa.

Aproximadamente 50 mil moradores são atendidos pela CASAN em Videira, município que possui 17.700 economias. “Agora e nos próximos anos vamos trabalhar com muito mais tranquilidade para atender os moradores”, comemora o chefe da agência.

Penalidades

No mês de julho a primeira Vara de Promotoria de Videira entrou com pedido liminar contra a Casan pela constante falta de água.

Apesar do pedido liminar não ter sido analisado na época da propositura da ação, o Juízo da 2ª Vara desta Comarca, em 20.6.2016, deferiu a liminar para determinar que a CASAN, no prazo de 10 (dez) dias, restabeleça o fornecimento regular e contínuo de água, não se permitindo que nenhum consumidor fique por mais de quatro horas seguidas sem abastecimento, sob pena de multa diária de R$ 10.000,00.

Na decisão, que foi encaminhada através de cópia para nossa redação, o Juiz Frederico Andrade Siegel afirma que a Casan teria apresentado uma tabela em sua defesa, alegando que melhorias estariam sendo feitas para amenizar o problema com a falta d’água.

 

Porém o Juiz alegou em sua decisão que a grande maioria das ações previstas na tabela tratavam do futuro.

“Entretanto a maior parte dos itens ali constantes refere-se a planejamentos futuros que nem se sabe se chegaram (ou virão) a ser implementados,  sendo certo que do relatório de fls.573-576 é possível extrair que muito pouco teria feito na prática” (trecho da decisão do Juiz Frederico).

Na decisão do Juiz, também consta que a Casan deverá apresentar um relatório mensal na qual informe sobre a falta de água na cidade, onde deve constar a rua, bairro e o tempo decorrido até o restabelecimento do fornecimento.

Polêmica

Após a inauguração da Praça Largo da Estação que compõe a 2ª etapa do Parque Linear do Rio do Peixe, uma discussão em grupos do Facebook foi iniciada sobre a água utilizada na fonte interativa que compõe o parque.

Nossa reportagem entrou em contato com o setor de Planejamento da Prefeitura, o qual informou como é utilizada a água para a fonte.

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Segundo o setor, a água foi colocada na fonte apenas uma vez. Dentro da fonte tem um motor que faz a filtragem dessa água com cloro e ela é reutilizada. A fonte também contém boias que regulam o nível da água e evitam vazamentos. Ainda segundo informações repassadas o único desperdício é pela evaporação natural da água.

Previsão de estiagem

Segundo boletim divulgado pela Epagri/Ciram, até o final da primavera e nos meses de janeiro e fevereiro a chuva estará abaixo da média climática na maior parte das regiões de SC. O Litoral catarinense terá melhor distribuição de chuva, porem o Litoral Norte pode terminar o trimestre com valores acima do esperado. Nos meses de dezembro e janeiro os volumes mensais de chuva diminuem em relação à primavera e com a La Ninha podem ocorrer períodos com menos chuva, ou volumes bem abaixo do esperado. Ressalta-se que no verão temporais ocorrem com mais frequência, com maior chance de chuvas acompanhadas de forte atividade elétrica (raios), granizo e vento localizado.

A chuva é mais frequente a partir da segunda quinzena de dezembro, concentrando-se especialmente no período da tarde e noite, em forma de pancadas passageiras, típicas de verão. A média mensal em dezembro e janeiro varia de 140 a 200 mm no Estado.

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Durante o trimestre, os episódios de precipitação normalmente ocorrem associados à passagem de frentes frias e influência dos Sistemas Convectivos de Mesoescala (SCM) e Complexos Convectivos de Mesoescala (CCMs) que provocam chuvas mais intensas em SC, especialmente no Oeste e Meio Oeste. E também pelo processo convectivo (trovoadas da tarde) em dezembro.

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