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O recado de Michel Temer

O presidente Michel Temer declarou que só vai indicar o novo ministro, para ocupar a vaga de Teori Zavascki no Supremo Tribunal Federal, depois que a presidente do STF, ministra Carmen Lúcia, encaminhar a relatoria para algum dos ministros, que já estão na casa. O que Temer quer dizer com isso? O presidente quer eliminar qualquer dúvida que possa existir sobre a atuação desse novo ministro, inclusive no mundo jurídico se fala sobre esse tema: “como um ministro indicado por Michel Temer do PMDB, vai julgar políticos do mesmo partido? ”. Temer cortou logo pela raiz essa dúvida e se ausentou da responsabilidade. Fez certo o presidente, qualquer profissional que ocupasse o cargo, com a responsabilidade de dar continuidade a relatoria, seria julgado pela sociedade, mesmo com as melhores das intenções.

As dificuldades do novo relator

A ministra Carmen Lúcia, presidente do STF vai chamar para si a responsabilidade de homologação das delações, envolvendo políticos e diretores da Odebrecht. Já sobre a relatoria dos processos da Lava-Jato o novo ministro, escolhido por ela, entra com uma grande responsabilidade. Com a morte de Teori, o trabalho do relator ficou em evidência e todas as ações do novo relator serão acompanhadas de perto pela sociedade, que não pretende poupar críticas.

Reformas

Santa Catarina foi representada pela Fiesc, na reunião do ministro Henrique Meirelles com representantes de federações estaduais. Glauco José Corte, presidente da entidade no estado, participou das discussões sobre as reformas que serão debatidas a partir do mês de fevereiro no Congresso Nacional. Glauco aposta nesse novo governo e nas medidas de Michel Temer para vencer a crise, mas acredita que a situação financeira do país só vai começar a melhorar, no segundo semestre do ano.

Aprovada

Depois de cinco reuniões na Câmara Municipal, foi aprovada a reforma na administração de Joinville. Com isso, cinco fundações serão incorporadas em diretorias e a prefeitura pode também cortar cargos e enxugar a máquina pública. A prefeitura acredita que vai economizar cerca de R$ 60 milhões por ano com esses cortes. A ideia é colocar em pratica o mais rápido possível todas essas medidas. Joinville, assim como diversas cidades do Estado, começou 2017 com a corda no pescoço.

Votação

Já em Florianópolis, o “pacotão” de medidas do prefeito Gean Loureiro será colocado em votação hoje na Câmara de Vereadores. Desde que foi apresentado, o pacote com 42 medidas vem dando o que falar, é polêmica e mais polêmica. Servidores estão de greve e prometem vigília na frente da Câmara, até que os vereadores votem as propostas. Não bastasse a greve, o Ministério Público pediu que 12 medidas fossem retiradas do pacote e até mesmo estudantes protestaram. Loureiro só concordou com a retirada de quatro propostas. O fato é que essa votação, marcada para 10h de hoje, promete tumulto e tensão. O prefeito diz que as medidas são a única solução para ajustar as contas da prefeitura. Já os servidores falam em perder direitos.

Opinião

Acredito que a prefeitura da Capital necessita urgentemente cortar gastos, ao risco de chegar a um colapso, se permanecer com o registro aberto. A Câmara então, precisa chegar num ponto bom para todos. Não dá para esquecer que a prefeitura deve R$ um bilhão.

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