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Polarização do debate

Com o retorno de Gelson Merísio à presidência do PSD catarinense e a ascensão de Silvio Dreveck (PP) ao comando da Assembleia, está formado o cenário para a polarização do debate político em Santa Catarina, unindo essas duas forças em contraponto ao PMDB. Uma reedição do passado.

PSD e PP têm as mesmas origens e rivalizavam com o MDB nos tempos de Arena. É evidente as duas siglas estarão juntas em 2018. Explica-se: mesmo com toda sua história política e liderança, o ex-governador Esperidião Amin não terá mais argumentos para defender novo projeto solo em 2018. Os progressistas ficaram 15 anos fora do governo após duas candidaturas do próprio Esperidião e uma da mulher, a ex-prefeita Angela Amin. Sem sucesso nas três tentativas (2002, 2006 e 2010).

Não foi por acaso, ainda, que o PSD praticou o gesto na Capital, indicando o vice de Angela após Cesar Junior desistir da reeleição. Faltaram pouco mais de mil votos para a vitória, sinal de que os pessedistas pegaram junto contra uma coligação de 15 partidos. Daqui em diante, será PSD e PP contra PMDB no debate político do Estado.

Baralho acertado

Tudo certo para a nova composição da Assembleia Legislativa. Para fechar a unanimidade em torno de a Silvio Dreveck (PP) e Aldo Schneider (PMDB), a última aresta foi aparada nesta terça-feira. O deputado Marcos Vieira vai ser mantido na presidência da Comissão de Finanças e outro tucano, Mário Marcondes, também fica na Mesa Diretora (hoje é quarto secretário). Vieira acabou aceitando a composição para não ficar falando sozinho, inclusive dentro da própria bancada estadual do PSDB, partido que ele preside no Estado.

39

Desta vez não vai dar 40 votos. É que o líder do PSDB, Serafim Venzon, está em viagem à Espanha. Só retorna ao Estado depois da eleição.

Pavan volta

Outro componente neste baralho: Leonel Pavan será exonerado da Secretaria de Estado do Turismo, Esporte e Cultura exclusivamente para retornar à Alesc e votar. Sinal de que não há confiança no posicionamento do suplente Nilson Gonçalves. O também tucano Vicente Caropreso segue à frente da Saúde, uma pasta mais complexa e delicada.

Protagonismo

Ainda no velório do ex-ministro do STF, Teori Zavascki, no sábado (21), o presidente do Conselho Federal da OAB, Claudio Lamachia, defendeu a tese de que a presidente da Suprema Corte, Cármen Lúcia, deveria homologar os acordos de delação premiada firmados por executivos e ex-executivos da Odebrecht. O advogado estava deveras preocupado com o futuro das investigações e, como se viu neste começo de semana, levantou a tese, em primeiríssima mão, que foi adotada pela presidente do Supremo.

Protagonismo 2

No domingo (22), um dia após o sepultamento de Teori, Lamachia assinou nota pública argumentando em favor deste encaminhamento. Bela emplacada da OAB nacional, que tem entre seus conselheiros o catarinense TulloCavallazzi Filho, ex-presidente da seccional estadual da Ordem. Tullo tem excelente relação com o presidente nacional.

Dado presidente

O conselheiro Dado Cherem assume nesta quarta-feira a presidência do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Adircélio de Moraes será reconduzido à vice-presidência e Wilson Wan-Dall assumirá a corregedoria da corte de contas.

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