Prazo vencido

Na mídia, nos meios empresariais e políticos, e notadamente entre os marqueteiros, existe uma espécie de acordo tácito em relação a eleitos que assumem o poder Executivo. Seja ele municipal, estadual ou federal: o prazo de 100 dias de “carência”, período no qual há, digamos, uma espécie de boa vontade, de armistício para que a turma que acaba de chegar tome pé da realidade administrativa. No caso dos prefeitos que tomaram posse em 1º de janeiro, este prazo esgotou-se no fim de semana. Daqui pra frente, a tendência é a oposição, a imprensa, os empresários e até mesmo a população aumentarem o tom das cobranças. É nesta fase da administração, ensinam os gurus do marketing político, que os gestores precisam criar uma marca, fincar sua bandeira e se fortalecer para as dificuldades que se avizinham. Nas principais cidades de Santa Catarina, o que se viu até aqui, salvo no caso de prefeitos reeleitos, são alcaides com enormes dificuldades e mal assessorados em áreas estratégicas. Os reflexos começarão a ser sentidos de forma mais aguda nos próximos meses.

Data marcada
As principais lideranças do PSB de Santa Catarina participaram de encontro no Hotel Majestic, neste sábado, para definir a agenda e as pré-candidaturas para as eleições de 2018. A convenção do partido foi anunciada para o dia 6 de agosto do ano que vem. As lideranças foram orientadas pelo presidente estadual do partido, Paulo Bornhausen, a buscar filiações de qualidade nas regiões e trabalhar possíveis candidaturas para o próximo pleito.

Projeções
Bornhausen acredita que o partido fará quatro deputados estaduais e dois federais e que o PSB do Estado se destaca no atual cenário político pela qualidade e juventude de seus quadros, que renovam e reacendem a confiança do eleitorado diante do quadro político atual. O recado de Bornhausen a seus correligionários foi de primar pela qualidade dos quadros, não pela quantidade.

Parceria
A OAB/SC e o Observatório Social do Brasil (OSB) assinaram um acordo de cooperação mútua. Entre os objetivos do convênio está o compartilhamento de conhecimento técnico e realização de ações conjuntas nas áreas de transparência pública, controle social e prevenção à corrupção, eficiência da gestão pública, ética e integridade nas relações entre o público e o privado. O acordo prevê ainda a constituição de um comitê de trabalho para operacionalização de ações com dois representantes de cada organização.

Como explicar?
Corre pelas redes sociais um movimento para “estadualizar” o próximo panelaço, ainda em março, contra a corrupção e o mau uso do dinheiro público. O alvo serão as polpudas pensões pagas a ex-governadores. Uma aberração que alcança até mesmo aqueles que fizeram mandato-tampão, como Henrique Córdova, Leonel Pavan e Eduardo Moreira. Os dois últimos, aliás, seguem com seus nacos de poder, mas sequer cogitar abrir mão do “benefício”.

Gesto
Digno de registro o gesto do prefeito de Videira, Dorival Carlos Borga. Decidiu pela doação dos dois primeiros salários. Os R$ 30 mil foram divididos em seis partes e entregues a entidades filantrópicas. Enquanto isso, políticos profissionais, e que estão na estrada há 20, 30, 40 anos não abrem mão de um centavo, quiçá da pensão de ex-governador, mesmo tendo condições financeiras privilegiadíssimas.

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