É a economia…

Mais um sinal animador na economia, que caminha na contramão do cenário político estabelecido e que se aprofunda no vácuo dos avanços da Lava Jato e de outras operações investigativas. Em janeiro, a indústria catarinense registrou alta de 0,6% na produção, em comparação com dezembro de 2016. Foi a segunda alta seguida. O quadro torna-se ainda mais animador quando os números se comparam a janeiro de 2016: acréscimo de 5,6%. Os dados são do IBGE. São evidências de que pode estar ocorrendo, de fato, uma curva ascendente com consistência. Resultado direto da nova orientação econômica, a partir da equipe do ministro Henrique Meirelles. Juros e inflação em queda, dólar estável e o estabelecimento do teto de gastos públicos, que acaba com a farra, com a gastança desenfreada e irresponsável. A expectativa é de que os reflexos comecem a aparecer também na geração de empregos, onde o déficit ainda é assustador.

Ilha
Dos três Estados do Sul, somente a indústria de Santa Catarina apresentou crescimento. No Rio Grande, a produção caiu 3,1% e no Paraná, 0,8%.

Suspense
E a segunda lista de Janot acabou não sendo enviada ao Judiciário ontem. Segue o suspense, o que não é positivo para o ambiente político e econômico.

A favor
Senador Paulo Bauer, líder do PSDB na Câmara Alta, gravou um vídeo, curto, declarando que vai votar a favor da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que pretende acabar com o foro privilegiado (que permite que políticos e autoridades sejam processados e julgados somente no âmbito dos tribunais superiores, em Brasília).

Equidade
“Políticos e autoridades têm que ter tratamento igual a qualquer cidadão no julgamento de atos que tenham praticado e que não estejam de acordo com a lei. O Brasil precisa avançar”, afirmou o tucano.

Frase
“A imprensa é protagonista na vida em comunidade, mostrando o que acontece no dia a dia, mas também reivindicando e agindo para preservar valores e promover as correções necessárias”. Raimundo Colombo, durante solenidade de posse do empresário Marcelo Petrelli na presidência da Acaert.

Gargalo
À medida que avançam os debates sobre a reforma da previdência, que é necessária, vai ficando a cada dia mais cristalino: o problema não são os benefícios pagos aos trabalhadores “comuns”, aos policiais, aos professores, aos agricultores. O grande nó são os benefícios estratosféricos concedidos a servidores públicos ou beneficiários que jamais contribuíram à altura do retorno que obtém.

Vitalício
Após nova repercussão na mídia, a polêmica acerca das pensões vitalícias dos ex-governadores ou beneficiários diretos voltou à Alesc. Deputado Kennedy Nunes colheu 14 assinaturas de colegas e apresentou uma PEC que restringe o benefício e extingue sua vitaliciedade. Se for aprovada, valerá a partir de 2019, quando se inicia novo período de governo.

Berço esplêndido
Deputado Padre Pedro também tem proposta neste sentido. Dormita na Casa há seis anos! Há um sentimento na Casa de chegou o momento de acabar com aberrações, até porque o que se propõe é justo: cada um vai receber de acordo com o tempo que contribuiu. Quem ficou oito anos, ganhará proporcionalmente e assim por diante.

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