Recuo estratégico

O elefante chamado Reforma da Previdência, colocado no meio da sala por Michel Temer está encolhendo. Já chegou ao nível do velho e bom bode na sala, mas as pressões para evitar mudanças que significariam perda de direitos seguem a todo vapor.

O presidente sinalizou que aceita negociar em outros cinco pontos para além da retirada de professores e policiais do pacote, anunciada ainda em março.

A saber: a orientação de alterar os pontos que envolvem as regras de transição, os trabalhadores rurais, as pensões e aposentadorias especiais, além dos benefícios que tratam de prestação continuada (BPC), garantia de um salário mínimo mensal ao idoso acima de 65 anos ou à pessoa com deficiência. Nesse primeiro momento, a proposta de idade mínima para aposentadoria permanece a mesma, de 65 anos, tanto para homens quanto para mulheres. Mas é fato que, enquanto se discute a repercussão da reforma previdenciária, as mudanças na área trabalhista é que estão a todo vapor. Alterações significativas, que podem ser votadas inclusive nesta semana pelo plenário da Câmara!

Resistências

Uma rebelião promovida pelo senador neo-opositor Renan Calheiros (PMDB-AL) e uma enquete na Câmara dos Deputados feita pelo jornal O Estado de São Paulo, que mostra que o Governo não teria votos necessários para aprovar a Reforma da Previdência, foram os ingredientes para mais um recuo da gestão Michel Temer(PMDB).

Guilhotina

Aqui já estamos alertando há temos que a reforma previdenciária, tal qual como foi concebida no Planalto, jamais seria aprovada. Os congressistas têm repetido que o governo achou a solução para tirar o país da quebradeira: levar deputados e senadores a aprovar a proposta o que, para eles, seria o mesmo que levar a cabeça à guilhotina sob a perspectiva eleitoral de 2018!

Legitimidade

Os atuais governo e Congresso já tinham sua legitimidade questionada antes mesmo da liberação do arsenal contido nas delações da Odebrecht. Depois do que o distinto público assistiu, teriam eles legitimidade para implementar as reformas, nas bases propostas? Evidentemente que não. O país está ameaçado de voltar à inércia do início do segundo mandato de Dilma Rousseff.

Cargo

O deputado federal Pedro Uczai , que é o único representante do PT na mesa diretora da Câmara dos Deputados, fez um convite ao ex-deputado federal Claudio Vignatti  para ser nomeado no principal cargo na mesa diretora. Mesmo que Vignatti seja pré-candidato a uma vaga na Câmara, sendo um concorrente direto de Uczai, é um gesto de solidariedade ao companheiro do partido que está sem cargo e deixando a presidência do PT-SC.

Pano de fundo

Com Uczai e Vignatti unidos, e considerando-se as delações da Odebrecht, complica-se a situação do deputado Décio Lima, que pavimentava o caminho até a presidência do PT-SC.

O número

Mais cinco nomes de SC citados na delação do fim do mundo: Ideli Salvatti, Angela Amin, Paulo Bornhausen, Edinho Bez e Tico Lacerda. Já são 15 os catarinenses na lista! A presença de Edinho Bez também tem outro significado: a “estreia” do PMDB catarinense no rol de suspeitos.

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