Reformas na pauta

A semana chega ao seu ápice, nesta quarta-feira, com boa parte dos olhos voltados a Brasília, mais especialmente ao Congresso Nacional. Outra parte estará olhando para Curitiba. Ontem, a expectativa do governo federal era ver o texto final das mudanças na aposentadoria finalizado, com a rejeição de todos os destaques, na comissão especial, onde o corpo da proposta já foi apreciado e aprovado pela maioria.

Vencida esta etapa, o embate será no plenário, onde o Planalto precisa de quórum qualificado – 308 votos. Como os deputados estão pressionados pelas bases, o velho toma-lá-dá-cá está a todo o vapor  e deve se intensificar nos próximos dias. Há tanta negociação em curso que Michel Temer e equipe fixaram como meta o convencimento de 340 votos favoráveis. Isso levando-se em consideração que há entre 15 ou 20 parlamentares mapeados que podem oscilar. É uma margem de segurança para evitar uma derrota que poderia significar o fim da era Temer. No Senado, tramita a reforma trabalhista. Ali, o Executivo tem maioria folgada. A oposição, auxiliada pelo notório Renan Calheiros, conseguiu retardar o andamento da matéria. Mas ela deve ser aprovada. Se emplacar as duas reformas, o presidente marcará pontos valiosos junto a empresários e investidores, combatendo o desemprego. Pelo menos é o que se espera!

 

Datas

Quanto às alterações nas relações de trabalho, Temer e companhia projetam a aprovação e sanção da reforma ainda no primeiro semestre, antes do recesso parlamentar. Haverá esforços neste sentido também em relação à Previdência, mas aliados admitem que a apreciação em plenário, com sorte, poderá ocorrer em junho.

 

Causa e efeito

A União concedeu carência e revisão das dívidas dos governos estaduais, dando um belo alívio no caixa dos Estados. Luta puxada por Santa Catarina. Agora, a Fecam lidera o movimento para que o Centro Administrativo pague os débitos de ICMS junto aos municípios catarinenses.

 

Parcelamento

O secretário da Fazenda, Antônio Gavazzoni, disse à prefeita de São José, Adeliana Dal Pont, presidente da entidade municipalista, que os pagamentos devem ocorrer em 36 vezes. A primeira parcela está prevista para julho deste ano.

 

Incógnita

Será que Lula da Silva estará diante de Sérgio Moro hoje? Em mais uma de suas bravatas – e são inúmeras – o ex-presidente declarou, há duas semanas, que estava ansioso para depor. Como o guru das esquerdas do Sul do mundo dificilmente sabe de algo, seus advogados pediram, segunda-feira, o adiamento da oitiva. Ou não avisaram o presidente ou bateu o desespero, principalmente depois do bombástico depoimento de Renato Duque ao próprio juiz Moro.

 

Bateu, levou

Em mais um comício antecipado, desta vez no sábado passado, Lula da Silva atacou de forma baixa e vil o prefeito de São Paulo, João Dória. Além de chamar um empresário e pai de família de “almofadinha” e “coxinha” (seja lá o que isso signifique), incitou a camarilha e desafiou seus fanáticos a pedirem pela carteira de trabalho do prefeito. Dória gravou um vídeo e mostrou a carteira de trabalho, confirmando que tem ela assinada desde os 13 anos!

 

Frase

“O Lula, além de mentiroso, além de covarde, agora você é um desinformado”. João Dória, prefeito de São Paulo.

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