Novo momento

Havia 25 anos que não caía tanta chuva nos primeiros dias de junho em Santa Catarina como neste 2017. Em algumas cidades, as previsões apontam para 400 mm (o que é muita, mas muita água) até sexta-feira. A situação é de extrema delicadeza e muitos danos pessoais e materiais devem ser causados. Infelizmente.

Mas, de uma maneira geral, é preciso reconhecer que a situação no quesito informação e alertas, melhorou. Embora costumeiramente assolado por eventos climáticos, o Estado praticamente nunca teve nada em termos preventivos. No Brasil praticamente não existe estrutura e cultura neste sentido.

Por isso, chamam a atenção as ações da Secretaria de Defesa Civil, que foi estruturada pelo deputado Milton Hobus. Hoje, o titular é Rodrigo Moratelli, que conviveu como adjunto e ainda convive muito bem com o parlamentar.

Cobertura

O radar que já opera em Lontras, no Alto Vale, tem desempenhado seu papel, combinado com os inúmeros alertas, via redes sociais, WhattsApp, imprensa, orientações e informações que há pouco tempo não seriam possíveis. Até o fim do ano, a promessa é que mais dois radares, um no Sul e outro no Oeste, estejam em operação, cobrindo todo o território catarinense. E que os avanços não parem, independentemente do governo da vez !

Julgamento do ano

Há quem diga que talvez seja até o julgamento do século ou ainda o mais importante da história da corte eleitoral. Escalas de grandeza à parte, o fato é que os olhos do universo político, midiático e empresarial estarão voltados hoje ao Tribunal Superior Eleitoral, que retoma o julgamento do pedido de cassação da chapa Dilma-Temer.

Guilhotina

Para além dos apelos econômicos, é preciso reconhecer que a abundância de provas incrimina a petista e o peemedebista. O que a sociedade deseja é apenas se cumpra a lei. Se isso custar à cabeça do segundo presidente em pouco mais de um ano, é o preço que temos a pagar pela democracia.

Propinoduto

Está muito claro que a campanha de 2014, que se saiu vitoriosa nas urnas, foi irrigada com milhões e milhões de dinheiro sujo, dinheiro público roubado e desviado de suas verdadeiras funções. Dinheiro público que serviu para se criarem peças de marketing fictícias e caras, iludindo o eleitorado e desequilibrando a disputa. Como beneficiário direto das fraudes, Temer deve estar sujeito às mesmas penalidades. Dilma Rousseff já não é mais presidente, mas ainda não foi julgada pelos malfeitos eleitorais.

Balela

Os argumentos dando conta de que o Congresso Nacional não tem legitimidade para eleger um novo presidente também não se sustentam mais diante dos fatos. Analisando friamente, todos os deputados e senadores foram eleitos pelos brasileiros. Bem ou mal, representam o conjunto social. Qualquer manobra fora dos preceitos constitucionais neste momento é, no mínimo, oportunismo barato. No mínimo.

Discursos

Lideranças do PMDB que participaram de encontro do partido em Içara, onde estavam cerca de 500 mulheres, voltaram a falar em candidatura própria ao governo e em descentralização administrativa. Para quem não lembra, assim que assumiu o governo, em 2003, Luiz Henrique da Silveira criou as Secretarias Regionais, hoje transformadas em Agências de Desenvolvimento Regional (ADR).

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