Acusada de matar a mãe com medicamentos vai a júri nesta quinta

O júri inicia às 9h no Fórum da Comarca de Caçador

Inicia nesta quinta-feira, 20, o júri popular de três réus, cujos acusados pela morte de Elenir Ribeiro, que teria morrido após ingerir grande quantidade de remédio para emagrecer ministrado pela filha, Valéria Ribeiro, 24 anos. Ainda ficarão no banco dos réus a prima Priscila de Fátima Ribeiro, 26 anos, e Leandro Negretti, 25 anos.

O júri inicia às 9h no Fórum da Comarca de Caçador e será presidido pelo juiz Rodrigo Dadalt e na acusação atuará o promotor João Paulo de Andrade. A defesa será feita por dois advogados, a advogada Marcia Helena da Silva defendendo as primas Valéria e Priscila e Sandro de Oliveira, fazendo a defesa de Leandro Negretti.

De acordo com a advogada, que acompanha o caso desde a prisão do trio, é um caso bastante complexo e tem o agravante de ser mãe e filha. Ela disse ainda que será discutido o fato com todo o conjunto de provas, também a questão do agravante e as qualificadoras.

“O júri vai julgar um caso bem complexo com três réus. Isso não é um caso atípico, mas quando o processo não gera provas técnicas, não tem materialidade como é este caso, onde a acusação está embasada em um único áudio feito pelos acusados, deve se analisar outras provas e existem muitas testemunhas”, disse a advogada.

Marcia disse ainda que busca sempre a verdade real, e isso é o que vai nortear o processo de júri. Quanto ao tempo de possivelmente dois dias de julgamento, é irrelevante desde que possam ouvir todas as testemunhas e saber o que elas têm a esclarecer para então fazer um julgamento isento do que foi exposto até agora.

“Durante a investigação, foi levantado um crime, porém há toda uma história por trás que perdura por 23 anos. É bastante longa e tem toda uma circunstância que vai ser esclarecida no júri. Desde o início da investigação, foi colocado um foco e viram que não era um crime e depois apareceu o áudio”, explicou.

A advogada comentou ainda que os réus estão presos há mais de um ano e o será um júri atípico em Caçador que pode durar dois dias.

“Eu busco sempre trabalhar em cima da verdade e busco acima de tudo um julgamento justo. Espero que seja aplicada uma pena conforme os fatos e as provas do processo e não sobre o que foi jogado ao vento sem comprovação, Vamos ter novamente a explanação de tudo que aconteceu e queremos deixar o mais claro possível para que os jurados possam entender e fazer um julgamento isento”, enfatizou.

Váléria já confessou o crime e irá manter isso no júri. “Quando ela foi presa, na Delegacia optou por ficar em silêncio, até porque não tinha um advogado ao lado, mas vai manter tudo o que disse nas audiências e isso não é uma tática da defesa, ela mesma está ciente disto. A sentença sai até sexta-feira e esperamos que seja uma pena justa. A nossa ideia é esclarecer os fatos na sua totalidade e não a partir de um áudio”, finalizou.

Relembre o caso:

A mãe da jovem sofria de esquizofrenia e necessitava de cuidados especiais, dos quais a filha era encarregada. Segundo o delegado, o ex-namorado, Leandro Negretti indicou um emagrecedor vendido sem retenção de receita médica, que segundo ele não seria identificado em uma perícia.

Segundo a investigação, Valéria Ribeiro da Silva e a prima, Priscila de Fátima Ribeiro assistiram à agonia da mulher por três horas. “Só depois de uma hora, quando tiveram certeza da morte dela, simularam um pedido de socorro aos bombeiros”, contou o delegado. Elenir morreu em março – na época, um atestado classificou a morte como natural.

Fonte: Rádio Vitória

%d blogueiros gostam disto: