O cavalo de Doria

Embora seja cristão novo na política-partidário-eleitoral, o prefeito paulistano, João Doria Junior, de fato está incomodando lideranças tradicionais da política no Sul do mundo.

Com Aécio Neves fora do páreo em função das gravíssimas denúncias que apontam para condutas irreparáveis, sob o ponto de vista das urnas, o tucanato esperava ungir o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, como seu candidato presidencial. Os tucanos correm contra si mesmos e contra o tempo. Lula da Silva nunca desceu do palanque e é a única opção daqueles que se autointitulam a “esquerda” brasileira.

Cada passo do ex-metalúrgico tem repercussão na imprensa, nas redes sociais, nas rodas de conversa.  Na outra ponta, o PSDB bate-cabeça. Também porque o próprio Alckmin já foi chamuscado pela Lava Jato, ainda que suas pretensões não estejam comprometidas.

O que aguça o apetite do dinâmico e midiático prefeito da maior cidade da América do Sul. Na segunda-feira, depois de ter sido alvo de Rodrigo Maia que, com outras palavras, o chamou de cavalo paraguaio, Doria trocou afagos com Michel Temer. Sempre se aconselha a um presidenciável, seja tucano ou petista, ficar numa boa com pelo menos parte do Manda Brasa. E o PT segue sua marcha em prol do ex-presidente, candidato único deste campo “ideológico”. E não se sabe se Doria é cavalo paraguaio, cavalo de trote para chegar longe ou um verdadeiro cavalo de Troia.

Frase

“Tenho orgulho de me equiparar às atitudes do meu amigo Doria, de tomar atitudes paralisadas há anos”. Michel Temer, nesta segunda, em São Paulo.

Aves

Exportações catarinenses de carnes de aves seguem em crescimento e fecham o mês de julho com alta de 7,6% no faturamento. Principal produto na pauta de exportações de Santa Catarina, os envios de carne de aves geraram uma receita de US$ 164,4 milhões no último mês, com 93,9 mil toneladas vendidas para o exterior, 13,7% a mais do que em junho.

Morde-assopra

O PMDB projeta ter como um dos aliados em 2018, o PR, partido presidido pelo deputado federal Jorginho Mello no Estado. Em novembro do ano passado, o parlamentar rompeu com Raimundo Colombo, depois de apoiar Gean Loureiro na Capital e lançar candidato a prefeito em Lages, o que quase comprometeu a vitória de Antônio Ceron, amigo de longa data do governador.

Jogo combinado

Como o próprio PMDB vai assumir o DNIT, cargo do qual o PR foi desbancado depois de Jorginho votar contra Temer na apreciação da denúncia por corrupção passiva, o parlamentar ganhou visibilidade nacional. Há quem veja que o jogo poderia já estar meio combinado. O parlamentar ganha potencial eleitoral (o que também poderia favorecer o Manda Brasa em 2018), e o PMDB passa a comandar o segundo cargo federal mais importante no território catarinense. A conferir!

Oportunidade

Já que os poderes Executivo e Legislativo estão sendo passando a limpo, aleuia (!), bem que o país poderia aproveitar a oportunidade e passar a limpo também o Judiciário e o Ministério Público. Principalmente depois da estrondosa repercussão, a bordo das denúncias feitas pelo advogado catarinense Felisberto Córdova.

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