Projeto inédito permite visita de animais de estimação à pacientes

O projeto foi implantado no município de Chapecó, através da Unimed

A Unimed de Chapecó, pela primeira vez em Santa Catarina, implanta projeto que inclui animais de estimação em visita à pacientes. A iniciativa faz parte do projeto desenvolvido no Hospital da Cooperativa Médica, pela diretora hospitalar doutora Carolina Ponzi, e a partir de agora será parte das rotinas do Hospital.

Segundo a diretora hospitalar, diversos estudos mostram a importância dessa prática já adotada em várias Unimeds e outras instituições hospitalares. “É comprovado que pacientes que recebem a visita de um animal usam menos analgésicos porque sentem menos dor e diminuem o nível de cortisol que é o hormônio de stress. Outros benefícios incluem a redução da sensação de solidão e estímulo ao movimento e à socialização”, enfatiza, mencionando que o resultado da primeira visita foi muito positivo. “Percebemos que os pacientes ficaram felizes e relaxados, além de ter sido bom para os colaboradores”.

Bernadete Mânica, 57 anos, de Caxias do Sul, ficou encantada com a visita especial que recebeu e disse que o projeto é lindo. “É uma atitude que ajuda o paciente a se recuperar, pois os bichinhos são queridos, simbolizam amor verdadeiro, são além da explicação.

CRITÉRIOS

Não é todo tipo de cão que pode fazer esse trabalho. Entre os critérios para que ele participe do projeto estão as seguintes características: devem ser calmos, acostumados com pessoas e estímulos e obedientes a qualquer comando, porém, não necessariamente adestrados. “Quando surgiu a iniciativa, selecionamos cães calmos, dóceis e que não apresentam sinais de agressividade ou medo. As duas são muito sociáveis com as pessoas e acostumadas a serem tocadas”, destaca a veterinária da Dog Show, Lúcia Helena Maia Franco, tutora da Xula e responsável por adestrar Fiona desde os quatro meses.

Além disso, o banho deve ocorrer 24 horas antes da visita, é preciso atestado de boas condições de saúde emitido por um médico veterinário, estar com as imunizações e antiparasitários e anti-helmíntico em dia. “Ao chegar no hospital, eles têm as patas higienizadas e, após a visita, é feita limpeza do quarto e trocada a roupa de cama. Também orientamos pacientes e familiares sobre a higiene das mãos, visando garantir a segurança”, realça dra. Carolina.

A diretora hospitalar explica ainda que, assim como não são todos os cães que se enquadram no perfil para esse trabalho, também não são todos os pacientes que podem receber a visita. Pacientes que tem pânico ou não gostam de animais, quem tem deficiência imunológica, ou seja, (pessoas em fase pós-quimioterapia, pós-transplante ou que usem medicações que diminuam as defesas), pessoas com alergia a pelos ou quando há contraindicação do médico por algum motivo não podem receber a visita dos peludos.

Os pets também não podem entrar nas UTIs, no bloco cirúrgico, centro obstétrico, berçário, sala de recuperação, farmácia e setores de manipulação de alimentos. Ainda, o médico assistente de cada paciente que irá receber a visita deve expressar a sua concordância por escrito para que a atividade possa ser desenvolvida.

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