De malas prontas

O deputado federal João Paulo Kleinübing está 99% dentro do DEM. Chega para assumir a presidência do partido no Estado, indicam personagens graduados da política Barriga-Verde. Deve levar com ele os Cesar’s Souza (Pai – deputado federal e filho, ex-prefeito de Florianópolis), deputados estaduais, prefeitos e vereadores.

Evidentemente que a mudança enfraqueceria o PSD de alguma maneira, principalmente com vistas ao pleito do ano que vem.

Em Brasília, as negociações com JPK passaram pelo senador Agripino Maia (presidente nacional do DEM) e pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia. E aqui em Santa Catarina, pelo presidente estadual do partido, ex-deputado Paulo Gouvêa da Costa, que era muito amigo do pai de João Paulo, o ex-governador Vilson Kleinübing.

Mas a questão é saber quando o deputado poderá fazer a transição. Detentor de mandato, Kleinübing não pode simplesmente sair do PSD e migrar para o DEM. Seu partido atual certamente lhe requisitaria, e tomaria, o mandato pela via judicial.

Janelas

Para assumir o DEM-SC, João Paulo Kleinübing precisa de uma janela que libere a  mudança de partido sem o risco de perda do mandato. O calendário eleitoral prevê uma em março do ano que vem.  Aí ele teria pouco tempo para organizar o partido e a própria campanha. Mas é uma opção. A outra seria em outubro, dentro da enxuta reforma política que os congressistas articulam para aprovar até o fim do mês de setembro. Haveria uma grande reacomodação partidária um ano antes das eleições majoritárias de 2018.

Pontos da reforma

A possível janela de outubro para mudanças de partido viria embutida nas mudanças eleitorais que estão sendo planejadas no Congresso Nacional. Deputados e senadores estão buscando o consenso para implantar a cláusula de barreira (que impediria partidos sem um determinado número de votos em 9 estados terem acesso ao fundo partidário e ao tempo de TV); pôr fim às coligações proporcionais (estes dois pontos já foram aprovados no Senado, mediante uma PEC que está sendo encaminhada à Câmara).

Distritão

Neste contexto, só cabeira à Câmara aprovar o chamado distritão, onde somente os deputados mais votados de cada Estado, independentemente de sigla ou coligação partidária, seriam eleitos. Se esse pacote passar, será o fim dos pequenos partidos.

Caminho

O objetivo de fortalecimento do DEM, conforme já foi publicado neste espaço, é a aliança com o PSDB do senador Paulo Bauer e o PP de Esperidião Amin, caso o ex-governador vença a convenção estadual marcada para o dia 21 de agosto e siga na presidência dos pepistas catarinenses.

Frase

“Precisamos restringir partidos interesseiros e acabar com as coligações nas proporcionais. Com a cláusula de desempenho os partidos que não atingirem a quantidade de votos não terão representatividade, diminuindo automaticamente a quantidade de partidos.” Celso Maldaner, ao defender as mudanças eleitorais em programa de TV da Câmara Federal.

Morosidade

Acredite se quiser, mas o caso da chamada “Farra das Passagens”, que tem o envolvimento de pelo menos 16 políticos de Santa Catarina, se arrasta na burocracia judicial desde 2008. Há quase dez anos, portanto. Esta semana, o Ministério Público Federal ratificou a denúncia criminal que atinge quatro destes dezesseis, que já são alvo de uma ação penal: Carlito Merss (PT), Angela Amin (PP), Djalma Berger (PSDB à época) e Gervásio Silva (PSDB). Eles teriam usado quase 600 passagens e gerado um dano de mais de R$ 400 mil aos cofres públicos ao se beneficiar indevidamente de recursos públicos.

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