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Bestialidade sem limites

Não são apenas as corporações ligadas diretamente à segurança pública que estão em alerta máximo diante da onda covarde e brutal de assassinatos de policiais. A sociedade também está. Mas com o componente do medo e da sensação de absoluta impotência que hoje domina qualquer roda de conversa.

A brutalidade no Rio de Janeiro, onde 100 policiais foram assassinados e/ou executados barbaramente por traficantes e bandidos da pior espécie, parece que está se espraiando pelo país, em uma ação coordenada. Santa Catarina entrou na rota. Quatro assassinatos no mês de agosto. O último na quarta-feira, quando um sargento da reserva foi executado a tiros em frente a uma padaria, na cidade de Balneário Camboriú. As cenas são deprimentes, enojam e revoltam. Dois dias antes, em Joinville, outro PM foi covardemente assassinado.

Passou da hora de haver uma mobilização total das autoridades, lideradas pelo governador do Estado, secretários de Segurança e Justiça e Cidadania, delegado-geral da polícia civil e comandante-geral da PM para frear essa barbárie. Eles precisam do apoio irrestrito de entidades empresariais e de trabalhadores.

O Estado, como o conhecemos, faliu imerso em corrupções e privilégios escorchantes a servidores que pouco produzem e que atuam em atividades burocráticas, não raras vezes achacando quem trabalha e produz. Será que a sociedade, como a conhecemos, também faliu?

Vídeo

Comandante-geral da PM, Paulo Henrique Hemm, gravou um vídeo encorajando a tropa. Declarou que a corporação não “recuará um centímetro sequer no enfrentamento ao crime”. Pontuou que a PMSC está preocupada, mas não intimidada. E advertiu aos colegas de farda para que redobrem os cuidados.

Abuso

Há vídeos circulando nas redes sociais que mostram que já não há mais nem brutalidade na execução de policiais. Chegou-se ao ponto da bestialidade. Não há classificação cabível para estes assassinos frios, desumanos, calculistas. Que direito pode ter uma besta dessas? Também passou da hora de restabelecermos primeiro os deveres. Quem cumprir os seus, pode reivindicar direitos. Desde que estes direitos não firam o espaço do outro e não encaminhem a sociedade ao caos absoluto que já estamos vivendo.

Silêncio revoltante

Onde estão os esquerdistas, que comumente se colocam como donos absolutos da verdade, que se dizem defensores dos direitos humanos? Estes policiais, que ganham pouco para nos defender de bestas sem coração, sem ética, sem piedade, não são humanos? Não têm direitos? E seus familiares, amigos, colegas de corporação? O silêncio dessa turma é simplesmente vergonhoso. Um deboche.

Inocentados

O prefeito de Araranguá, Mariano Mazzuco (PP), foi absolvido pelo TRE esta semana. Ele e o vice, Primo Menegalli Junior (PR), eram acusados de compra de votos. Os autores da ação pediam a cassação dos dois. O placar não deixa dúvidas: seis votos pela absolvição e apenas um pela degola do prefeito e do vice.

Anonimato

O MPSC pediu a cassação de Mazzuco e Menegalli com base em denúncia anônima. E apenas um testemunho! No qual o cidadão disse ter recebido R$ 500 para votar e pedir votos aos eleitos. Na primeira instância, o juízo já havia declarado a ação improcedente.

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