Mosca azul

Embora tenha tudo para ser um jogo de cena a “crise” entre Michel Temer e Rodrigo Maia, tendo como pano de fundo as eleições de 2018 (o presidente da Câmara ensaia candidatura ao governo do Rio de Janeiro e movimenta-se para não colar a imagem ao governo federal, cuja popularidade está na sola do sapato), é fato que a mosca azul parece ter picado o chefe do Legislativo.

Provavelmente insuflado pelo pai, Cesar Maia, economista muito inteligente, porém com várias restrições no campo ético, o presidente da Câmara ajeita-se na poltrona principal do Legislativo de olho na cadeira mais estofada do Palácio do Planalto.

Nunca é demais lembrar que Rodrigo Maia é o sucessor direto do presidente da República em caso de vacância do cargo, uma vez que não existe mais a figura do vice-presidente neste mandato.

No tiroteio que começou sábado e adentrou a semana, o filho de Cesar Maia mandou o recado ao seu eleitorado no Rio de Janeiro, aos seus pares na Casa (tentando passar a imagem de independência em relação ao Executivo), mas também sinalizou a Temer e companhia no melhor estilo “não cochilem, porque estou aqui.” Brincadeira tem hora, Rodrigo Maia!

Frouxidão

O atual presidente da Câmara deixa muito a desejar no quesito comando, liderança e autoridade para decisões fundamentais. Demonstra um estilo frouxo. Resguardadas as questões éticas, na seara do comando do Legislativo, Maia deixa muito a desejar em relação ao antecessor, o notório bandido Eduardo Cunha.

Almoço em família

Outro fator que deve ser levado em consideração no jogo de cena entre Rodrigo Maia e Michel Temer é a questão familiar. O deputado é genro do ministro Moreira Franco, um dos mais próximos do presidente.

Histórico

Mas também há pontos que pesam para azedar de vez a relação Temer-Maia, embora, por ora, esteja sob controle. Não faz muito, o PMDB manobrou para esvaziar o DEM, tirando deputados federais da sigla de Maia.

Tripé

Tribunal de Justiça encaminhará ao governador do Estado lista tríplice com o nome dos procuradores que continuam na disputa pelo cargo de desembargador, em vaga destinada ao Ministério Público por meio do quinto constitucional.

Votação

Em sessão extraordinária do Pleno do TJ na manhã de segunda-feira, 16, o colegiado definiu a composição da lista entre os seis nomes originalmente apresentados, com os procuradores Gladys Afonso (70 votos), Durval da Silva Amorim (69 votos) e Sidney Eloy Dalabrida (51 votos).

Destino

Até o fechamento da coluna, os senadores ainda não haviam decidido o futuro de Aécio Neves. Independentemente das questões corporativas, jurídicas e institucionais, a posição da coluna é cristalina: Aécio já deveria ter sido cassado e preso, a exemplo do que ocorreu com o ex-petista Delcídio do Amaral.

Às claras

Ainda pela manhã, o ministro Alexandre de Moraes, que foi secretário de Segurança no governo tucano de Geraldo Alckmin (desafeto interno de Aécio) decidiu que a votação sobre o futuro do mineiro seria aberta. Um fator, até segunda ordem, complicador para o moribundo senador. Também estava no ar a suspensão da sessão, muito provavelmente por falta de quórum.

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