Dicas para dominar a ansiedade de fim de ano

O que vem à sua cabeça quando escuta a frase “fim de ano”? Para a maioria das pessoas, além de “Natal” e “Réveillon”, “correria” está no topo da lista. Nestas últimas semanas, é comum tentar fazer tudo o que não conseguiu em todos os outros meses. Somado a isso, há os inúmeros amigos secretos, confraternizações, compras, viagens… O resultado, além do estrago nas finanças, é um sentimento constante de atraso e de falta de tempo. Com ele, o cansaço e, em alguns casos, a sensação de fracasso. Assim, está armado o gatilho que pode empurrar às alturas a ansiedade, uma mistura de angústia e preocupação com o que virá – nesse caso, mais 365 dias. Mas dominar esse sentimento antes que ele tire seu sono e seu humor é possível. Especialistas entrevistados pelo site UOL listaram formas de driblar a ansiedade para dar as boas vindas ao ano novo de bem com a vida.

Entenda a situação

A ansiedade é uma sensação normal e nem sempre ruim. Ela faz parte do instinto de proteção, pois dispara para deixar o cérebro mais ligado em situações de perigo ou estresse. No fim do ano, quando tem tanta coisa acontecendo – prazos chegando ao fim, festas cheias de emoção, balanços etc – é normal ficar mais estressado e, logo, mais ansioso. É importante ter consciência de que isso acontece, porque assim a pessoa se , ou seja, tomando consciência do aumento da pressão, fica mais fácil entender que essa fase é passageira e, dessa forma, manter a calma.

Prepare-se: festas de família à vista

Para boa parte das pessoas, os encontros com a família e amigos não são emocionantes e lindos como nos comerciais de TV. Geralmente, essas reuniões nos obrigam a (re)viver emoções nem sempre fáceis, como a perda de alguém querido, e também a rever pessoas com quem não nos damos tão bem. Muitas vezes, a existência desses sentimentos negativos gera ansiedade, por ameaçar a idealização de que o Natal deveria ser um momento de harmonia. A pessoa fica ansiosa por não estar sentindo tudo aquilo que acha que deveria estar sentindo, o que acentua os sentimentos de inadequação – como se ela fosse culpada por não estar tão feliz. Então, aceite seus sentimentos – não há nada de errado em não estar no auge da alegria durante a troca de presentes ou na noite da virada. E evite criar expectativas grandes demais para as festas. Assim, você se abre ao que vier e pode até ser surpreendido positivamente.

Faça uma lista das coisas boas que passaram

Culturalmente, nos educamos a fazer uma lista de metas ou desejos nessa época. Mas enumerar o que “falta fazer” pode gerar mais ansiedade – de certa forma, você está pensando no que ainda não tem ou não conseguiu. Tente fazer o exercício oposto. Dedique alguns minutos a pensar sobre as conquistas, os planos que deram certo e as surpresas boas de 2013. Depois, anote-as. Colocar no papel é importante, porque organiza o pensamento e não deixa a mente se focar nas experiências ruins. Só o fato de reconhecer o que recebeu de bom vai aumentar o nível de felicidade. Assim, você tira o foco do negativo e ilumina o positivo.

Foco no presente

Não só naqueles que vai colocar embaixo da árvore. Se pensar no que está por vir deixa você preocupado, busque se concentrar no agora. Toda vez que estiver fazendo projeções, olhe em volta, pense somente no que quer realizar ou fazer neste momento, hoje. Deixe o futuro para lá um pouco. Apesar de podermos fazer planos, nunca sabemos com certeza o que vai acontecer. E acredite: tudo tende a dar certo. As pessoas com esse tipo de preocupação sempre acham que algo ruim vai acontecer e que não saberão lidar com aquilo. Mas as coisas, em geral, funcionam.

É apenas uma data

A vida não tem que mudar de repente porque estamos em um determinado dia. É uma data como outra qualquer. Nós é que criamos essa ideia de que a partir daí tudo deve mudar. Poderíamos comemorar um reinício de vida a cada seis meses, por exemplo. Toda transformação é resultado de um processo. Ter isso em mente ajuda a tirar o peso do fim do ano e alivia a sensação de acúmulo de tarefas e a frustração por não ter cumprido todos os objetivos traçados antes. Eles ainda podem ser realizados.

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