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CDL e Sindicatos iniciam negociação

Associados da Câmara de Dirigentes Lojistas de Videira (CDL) se reuniram na noite de quarta-feira (17) para discutir os horários especiais de funcionamento do comércio durante o ano de 2018 e também o reajuste salarial dos comerciários. A reunião aconteceu no auditório Mauro Cesar Pasqual e foi comandada pelo presidente da CDL – José das Neves Olivo e pelo presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Videira – Gilberto Boschetti. Na oportunidade, os lojistas definiram que a realização dos sábados com atendimento especial, quando as lojas ficam abertas até as 16 horas continuarão sendo realizados duas vezes por mês (sempre nos dois primeiros sábados).

A posição dos lojistas acontece mesmo após a aprovação da Lei Complementar nº 189/17, sancionada pelo prefeito de Videira, em outubro do ano passado. A nova Lei flexibilizou a atuação do comércio local que passou a ter permissão para funcionar das 7 horas às 22 horas, todos os dias da semana.

“Em decisão unânime os lojistas presentes na assembleia desta quarta-feira optaram por focar os esforços nos dois primeiros sábados do mês, datas que são marcadas pelo recebimento dos salários. Além disso, a definição dos dois sábados especiais vai permitir que a CDL concentre os investimentos para dar publicidade ao horário estendido”, explica o presidente da CDL fazendo uma alerta. “É preciso deixar claro que os comerciantes são livres para abrir suas lojas todos os dias da semana, incluindo todos os sábados do mês. A assembleia com nossos associados apenas definiu que nossa recomendação será para concentrar esforços de abertura e de publicidade nos dois primeiros sábados, conforme já vinha ocorrendo e já é de conhecimento dos consumidores”.

Segundo Olivo, a abertura nos dois primeiros sábados de cada mês já vale a partir de fevereiro, sendo que em alguns meses os lojistas devem se reunir novamente para reavaliar o impacto das datas e também definir os horários para atendimento diferenciado em datas comemorativas como Dia das Mães, Crianças, Namorados, Black Friday e Natal.

“Frisando mais uma vez que a partir de agora, a definição dos horários são apenas recomendação para nossos mais de 250 associados, a fim de padronizar a divulgação e orientar os consumidores. No entanto, com a nova lei, todos estão liberados para abrir das 7 horas às 22 horas”, reiterou.

Patronal oferece reposição salarial de 3%

Durante a reunião da quarta-feira (17), os lojistas também aprovaram a proposta que versa sobre o reajuste salarial para os funcionários do comércio. O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Videira – Gilberto Boschetti  explica que a proposta para a reposição salarial foi de 3%, percentual que ficou acima do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC/2017) que foi de 2,07% e que serve de base para o reajuste. Com o aumento de 3% o salário base do comércio passará de R$ 1.230,00 para R$ 1.267,00, com recebimento já em fevereiro. Boschetti destaca ainda, que diferente de anos anteriores, por orientação jurídica e com respaldo das recentes alterações das leis trabalhistas nem o horário de atendimento nem o percentual da reposição salarial passarão por convenção coletiva com o Sindicato dos Trabalhadores no Comércio Varejista, Atacadista e Similares de Videira. O que significa que a aprovação na assembleia lojista já é a posição do Sindicato Patronal.

 

 

 

Nota do SEC

O Sindicato dos Empregados no Comércio de Videira enviou uma nota esclarecendo que aguarda a oficialização do que foi debatida na reunião da CDL com o Sindicato patronal. Segundo Angelo Rizi, presidente do SEC, mesmo com a mudança na legislação trabalhista, tem de haver convenção coletiva.

Confira a nota:

“Sobre o reajuste salarial para trabalhadores no comercio que vigerá em 2018, o Sindicato dos Trabalhadores no Comercio de Videira informa que ainda não foi oficializado da deliberação do CDL. O percentual proposto deve vir para a mesa de negociação, onde devem acontecer os acertos.

Mesmo com a mudança na legislação trabalhista, tem de haver sim convenção coletiva, diferentemente do que o jurídico do patronal alega, até porque existem cláusulas que são definidas única e exclusivamente via convenção, e são vantagens adquiridas pelos trabalhadores ao longo do tempo.

Quanto a abertura, vamos negociar a venda da mão de obra do trabalhador e o período que ele deverá prestar sua mão de obra obedecendo os preceitos da legislação trabalhista especialmente ao Art. 7º XIII da CF/88.

Quanto ao horário livre para abertura do comercio, reiteramos que a Convenção Coletiva de Trabalho regulamentara a prestação do serviço dos trabalhadores, portanto, os lojistas que desejarem permanecer com as portas abertas ultrapassando o período de trabalho previsto no Art. 7º XIII da CF/88, deverão faze-lo via segundo turno ou apenas os proprietários.

Fora isso são apenas especulações e total desrespeito para com o processo negocial e para com os trabalhadores.

Angelo R. Rizzi

Dir. Pesidente SEC Videira”

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