Regional não possui caso de febre amarela

Embora esteja em área de recomendação da vacina, nenhum caso suspeito foi apontado nos 18 municípios atendidos pela regional de saúde da ADR Videira.

Febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos. Esses são alguns sintomas da febre amarela, que vem preocupando centenas de brasileiros, em especial dos estados de São Paulo e Minas Gerais. Em Santa Catarina são 162 municípios dentro da área de abrangência da recomendação da vacina, dentre eles, os dezoito atendidos pela Regional de Saúde da Agência de Desenvolvimento Regional – ADR Videira. Embora com apenas um caso confirmado no Estado, há seis casos sendo investigados. Do caso confirmado, trata-se de uma mulher de 57 anos, que faleceu no dia 17 de janeiro, residente em Gaspar, que adquiriu a doença fora do estado.

Segundo o enfermeiro Lucas Rafael Ribeiro Silva a vacina é a melhor forma de prevenção e é recomendada para todos os públicos, exceto idosos com 60 anos ou mais, que necessitam de indicação médica, e crianças menores de nove meses “Todos os municípios estão com o estoque regular de vacinas. É importante salientar que se trata de uma dose única, então, a pessoa que já recebeu a vacina, não precisa mais procurar os postos de saúde, tendo em vista que já estão protegidos” afirmou.

Na regional de saúde, duas biólogas atuam nos comunicados de casos suspeitos, procedendo em parceria com os municípios e os moradores, que devem comunicar as unidades de saúde, em especial, o setor de vigilância epidemiológica em caso de identificação da morte de algum macaco. O procedimento adotado é a notificação de todo evento suspeito em até 24 horas por email ou telefone, acompanhada de investigação oportuna, em até 48 horas, visando a detecção precoce e a resposta coordenada dos serviços de saúde pública.

Com uma letalidade variando de 5 a 10%, mas, entre as formas graves, podendo chegar a 50%, a febre amarela é uma doença infecciosa endêmica. No Brasil, a transmissão urbana, na qual o Aedes aegypti é o principal vetor e o homem o principal hospedeiro, não é registrada desde 1942. A partir desta data, o ciclo silvestre passou a predominar. Nele, os mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes são transmissores e reservatórios do vírus, ao contrário dos macacos, que são apenas hospedeiros amplificadores.  Por viverem no mesmo ambiente os macacos são os primeiros a adoecer alertando para uma possível circulação do vírus da febre amarela naquela região.

Para a gerente de saúde, Fabiana Moraes, a equipe da gerência está apta e capacitada para proceder com as demandas necessárias. “Importante que os municípios fiquem atentos também a quaisquer casos suspeitos e comuniquem imediatamente a gerência” finalizou Fabiana.

Fonte: Assessoria ADR

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