Começa a clarear

Contagem absolutamente regressiva para o pleito. Estamos a 178 dias das eleições deste ano para presidente, para a renovação de dois terços do Senado e também da Câmara Federal e das Assembleias Legislativas.

Um semestre inteiro onde a maior parte do tempo será em período pré-eleitoral. Porque a campanha, propriamente dita, terá, no máximo, 35 dias.

A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV, que de gratuita não tem nada, pois é bancada com o dinheiro dos impostos, será veiculada em pouco mais de um mês. Este será, efetivamente, o período da campanha de fato.

Vencida a etapa de desincompatibilização dos postulantes, efetivaram-se as renúncias de Raimundo Colombo ao governo e de Napoleão Bernardes à prefeitura de Blumenau. Em Joinville, Udo Döhler decidiu ficar no Executivo municipal. Significa que o quadro começa a ganhar contornos um pouco mais nítidos.

Voo solo

O PSDB muito provavelmente irá buscar um caminho solo, com chapa própria. Porque muito dificilmente o MDB deixará de ter candidato. Como maior partido de SC, o Manda Brasa não iria para uma terceira eleição consecutiva sem lançar cabeça de chapa.

Estrutura

Do outro lado, Raimundo Colombo tem uma campanha estruturada pelo PSD, partido que tem Gelson Merisio como pré-candidato à sucessão do próprio Colombo. Embora ainda careça de densidade eleitoral, ele conseguiu montar uma coligação reunindo 10 partidos. E uma chapa proporcional consistente tanto à Assembleia Legislativa quanto à Câmara Federal. Se o PSDB não abrir mão da cabeça de chapa para estar neste lado do espectro político de SC, necessariamente os tucanos terão que buscar seu próprio caminho; a não ser que os emplumados componham com PSD, PP e PSB.

Fatores

A situação política começa a ganhar um grau de definição. Mas que também vai depender de duas outras situações. A evolução da Operação Lava Jato e de outras operações nacionais com reflexos nos Estados. A definição das candidaturas presidenciais é o outro ponto-chave na estruturação dos nomes e composições locais.

Reflexos

Por mais que os partidos nos Estados tenham autonomia para montar suas coligações, evidentemente que os presidenciáveis precisam de palanque nos Estados.

MDB

A chegada de Henrique Meirelles, que deixou o ministério da Fazenda, ao páreo sucessório também pode ter o poder de mexer nos tabuleiros estaduais. Filiado ao MDB, ele é opção para vice de Michel Temer ou para a cabeça de chapa como candidato oficial do governo federal. Evidentemente que haverá desdobramentos por aqui. Meirelles era do PSD, mesmo partido de Colombo e Merisio; e assinou ficha no MDB de Eduardo Moreira e Mauro Mariani.

Ocaso

A prisão de Lula da Silva é o maior baque para as chamadas esquerdas brasileiras desde a redemocratização. O impeachment de Dilma Rousseff afetou a estrutura do projeto de poder absoluto, mas os canhotos convictos não se deram por achados. Apostavam em Lula para novamente disputar a Presidência, uma rotina desde 1989. Só faltou combinar com os delatores, inclusive o ex-número 3 do partido, Antônio Palocci, procuradores, policiais e juízes. Condenado e preso, réu em mais seis processos no âmbito da Lava Jato, o petista, a não ser que haja um milagre, não vai mais segurar socialistas e comunistas em torno de um projeto único. A tendência é a pulverização de candidaturas e dos votos esquerdistas. Aqui em Santa Catarina, o PT segue isolado!

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