Das roupas à alimentação: um manual para encarar o inverno

Para alguns, inverno é sinônimo de doenças, preguiça, mal-estar. Para outros, a estação significa ânimo renovado, saúde, vontade de se mexer. Com a chegada do frio, o corpo humano passa por diversas adaptações para se adequar à exposição a uma temperatura muito abaixo daquela em que precisa se manter (em torno dos 36°C).

É neste período do ano que surgem a necessidade de mais roupas, a vontade de comer mais e a maior predisposição a problemas respiratórios. A saúde sofre impacto direto. O inverno facilita a transmissão de vírus, e gripes e resfriados tornam-se mais comuns. Especialmente porque, em busca de calor, acabamos ficando mais em ambientes fechados.

— A tendência em meio ao frio, na área urbana, é de as pessoas se aglomerarem, e também por isso aumentam os riscos de se contrair infecções virais e bacterianas — explica o médico intensivista Sergio Brodt.

Ainda que de maneira diferente, todas as pessoas estão sujeitas aos efeitos do frio, como mudanças na alimentação, imunidade e disposição. Mas o que explica o maniqueísmo com que se vê o inverno – para uns, uma benção, para outros, um aborrecimento? É que cada um reage de maneira diferente. Há muitas variáveis envolvidas. Talvez a mente seja a principal mandante na hora de definir se alguém gosta ou não da estação, mas gênero, idade e composição corporal também têm papel fundamental nessa história.

— Hábitos alimentares, local onde se vive e metabolismo contribuem para que cada um sinta o frio de maneira diferente — diz Anderson Spohr Nedel, pesquisador em biometeorologia humana, campo que estuda efeitos do clima no organismo.

Preparado para entender mais sobre os efeitos do frio no corpo? Então, aconchegue-se, certifique-se de que está aquecido e confira um manual de sobrevivência para este inverno.

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