Desgaste total

Além dos necessários e pertinentes debates sobre as questões municipalistas, o Congresso de prefeitos da Fecam, no CentroSul, que vem reunindo o PIB político de Santa Catarina e também do Brasil, com a presença de vários presidenciáveis, tem uma constatação quase que absoluta: o desgaste brutal da classe política brasileira.

A Lava Jato, precedida pelo Mensalão, esquemas arquitetados nos governos de Lula da Silva e Dilma Rousseff, colocou todos na vala comum. Inclusive os políticos honestos. Sim, eles existem. Mas à medida que o pleito deste ano se aproxima, aumentam as dúvidas. Evidentemente, no dia 1 de janeiro de 2019, haverá a posse de um governador, dois senadores estarão eleitos, assim como 16 deputados federais e 40 estaduais. Isso é fato. Impossível, contudo, apontar quem estará lá. Pesquisas internas, avaliações e o trabalho diário apontam para uma situação de revolta do eleitorado. Que ninguém consegue projetar como se refletirá nas urnas.

Agricultura

Deputado Federal Osvaldo Mafra esteve com o ex-ministro da Ciência e Tecnologia, em Florianópolis. Eles participaram de uma reunião com representantes da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Santa Catarina (FETAESC).

O parlamentar ressaltou que vai encaminhar ao Congresso um projeto de criação do código de agricultura familiar. “Este setor já responde por metade da produção de alimentos no país. Precisamos regulamentar de vez as atividades no Brasil, criar leis e não deixar que cada governante mude as regras do jeito como quiser”, observou o deputado.

Estadista

No momento em que o país está sendo passado a limpo, completamente contaminado em seus vários escalões de poder, aonde a corrupção está sendo praticada por políticos, Santa Catarina perde um estadista. Antônio Carlos Konder Reis – falecido na manhã desta terça, 12 – é de uma safra de políticos diferenciados. Homem preparado e intelectualizado, foi extremamente correto ao longo sua longeva vida pública.  Dignificou a polícia estadual.

Topo

Se o ex-governador não foi o político mais honrado da história de SC, está entre os que disputam essa condição. Ele fazia parte das chamadas oligarquias catarinenses. Foi indicado pelos militares e eleito indiretamente pela Alesc ao governo do Estado em 1974. Cumpriu o mandato de 1975 até 1979.

História

Em 1965, ele perdeu a eleição para Ivo Silveira, por uma pequena margem. Konder Reis pela UDN e Silveira pelo PSD.  Mais tarde, foi sucedido no governo estadual pelo primo, Jorge Konder Bornhausen. Pensou em ser candidato novamente em 1982, mas JKB apostou em Esperidião Amin, que naquele pleito era uma aposta de renovação contra a força eleitoral de Jaison Barreto, do PMDB. Deu certo. Amin ganhou o governo e Bornhausen elegeu-se senador. Mais tarde, em 1994, o próprio Konder Reis, já no governo depois da renúncia de Vilson Kleinübing para disputar o Senado, poderia ter sido candidato à reeleição.

Manobra

Não foi porque houve aquela manobra de Esperidião Amin, que era candidato a governador, com Raimundo Colombo de vice, e Kleinübing ao Senado. E Konder Reis ia pilotar todo o processo. Não deu porque na undécima hora, com o governador já inelegível, Amin decidiu candidatar-se a presidente, lançando a mulher, Angela, ao governo do Estado.

Traição

Sentindo-se traído, Konder Reis apoiou Jorge Bornhausen, que foi candidato para dar palanque a Fernando Henrique Cardoso em Santa Catarina. E Paulo Afonso Vieira (MDB) venceu Angela no segundo turno daquele embate.

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