Sobe proporção de mulheres que tiveram filhos após os 30 anos em SC

Aumentou o número de mulheres catarinenses que têm filhos após os 30 anos. Em 2007, 29,5% dos bebês registrados nasceram de mães acima dessa faixa etária em Santa Catarina. Já em 2017, 10 anos depois, essa taxa saltou para 39,1% – acima da média brasileira (35,1%).

Ou seja, em praticamente quatro a cada 10 nascimentos as mães tinham mais de 30 anos na hora do parto no Estado. Em 2016, essa proporção era de 37,8% em SC. Os dados fazem parte da pesquisa Estatísticas do Registro Civil 2017, divulgada nesta quarta-feira pelo IBGE.

Apesar de a faixa etária entre 25 e 29 anos ainda ser a mais predominante em SC (25,5%), o grupo entre 30 e 34 anos subiu significativamente nestes 10 anos, passando de  17,43%para 22,94%. Em contrapartida, o número de mães mais jovens, entre 15 e 19 anos, caiu de  17,25% para 11,44% .

No Brasil também houve crescimento das mães que têm filhos depois dos 30. Em 2017, em 35,1% dos casos a mãe tinha 30 anos ou mais de idade na ocasião do parto. Em 2007, por exemplo, a participação de mulheres nessa faixa etária foi de 25,7% e em 2016, cresceu para 33%.

— Os dados nos mostram que as mulheres vêm adiando a maternidade porque a proporção de mães que tiveram filhos na faixa dos 20 anos ou menos vem caindo gradativamente. A mulher também vem se casando mais tarde, o que colabora para o crescimento da taxa de fecundidade em mulheres após os 30 anos de idade —explica a gerente da pesquisa do IBGE, Klivia Oliveira.

Crescimento dos nascimentos

Em Santa Catarina, em 2017, nasceram e foram registrados 98.279 bebês. Na comparação com 2016, quando nasceram 95.896, houve um crescimento de 2,48%. No país também houve aumento, de 2,6%. No entanto, o IBGE alerta que o total de nascimentos pode ser maior, pois a pesquisa só contabilizou aqueles que já tinham sido oficializados em cartório.

Entre os Estados, apenas o Rio Grande do Sul apresentou redução no número de nascimentos registrados em 2017 em relação ao registrado em 2016. Outras Unidades da Federação apresentaram crescimento abaixo de 1%, como Mato Grosso (0,8%), Amapá (0,6%), Ceará (0,5%) e Pará (0,4%).

Os estados que apresentaram crescimentos acima de 5% foram Tocantins (9%), Mato Grosso do Sul (6,3%), Acre (6,3%), Espírito Santo (5,9%), Rondônia e Rio de Janeiro (5,8%) e Sergipe (5,1%).

Sobre a pesquisa

A pesquisa Estatísticas do Registro Civil 2017 reúne dados sobre o número de brasileiros nascidos vivos, de casamentos, óbitos e óbitos fetais remetidos anualmente ao IBGE por cartórios de registro civil e pelas varas de família, foros, varas cíveis e tabelionatos de notas de todo o país.

Fonte: Diário Catarinense

%d blogueiros gostam disto: