Reforma é prioridade

O governador eleito, Carlos Moisés, está concentrando seu tempo neste período pós-eleições para esquadrinhar a situação da administração pública sob o aspecto financeiro. Assim que ele tiver em mãos os números finais da saúde financeira do Estado de Santa Catarina, ele passará para segunda etapa do plano de trabalho: elaborar seu próprio organograma administrativo, que será chamado popularmente de reforma administrativa.

Neste segundo momento, o governador eleito desenhará os cortes que deseja fazer. Por exemplo, quantos e quais cargos serão extintos da máquina estatal; e quais órgãos e secretarias deixarão de existir ou serão fundidos, enfim, quais serão a forma e o tamanho da estrutura que Moisés projetará como ideal para administrar.

A terceira etapa consistirá no envio do projeto para a Assembleia Legislativa. Ainda este ano. Pelo menos no desejo do governador eleito.

Procurador

Carlos Moisés não está se envolvendo, neste momento, em nenhuma discussão em torno de nomes que comporão o futuro governo. Ele também está distante das negociações para a Presidência e para a Mesa da Alesc. O único escalado até agora por Moisés é o deputado estadual eleito Onir Mocellin, seu contemporâneo de atuação no Corpo de Bombeiros. O parlamentar foi nomeado para representar o governador nas negociações que envolvem a Alesc.

Freio de arrumação

O governador eleito também já avisou os líderes de seu partidos para que segurem as pontas quando o assunto é a indicação de nomes para a futura gestão.

Círculo militar

Até aqui, Moisés se apoia em pessoas de seu círculo pessoal, de sua confiança, neste início de transição. Oficiais militares, em sua maioria. Sua equipe está sendo montado por critérios técnicos e por pessoas qualificadas. O governador, obviamente, vai acompanhar as negociações que se desenvolverão na Assembleia, mas isso não é sua prioridade.

Nominata

A quarta etapa deste processo que será seguido por Carlos Moisés é o recrutamento dos nomes que farão parte da administração estadual. Mas somente depois de definida a reforma administrativa.

Correlação de forças

Não fechará a contabilidade das negociações na Assembleia Legislativa se alguém considerar que o grupo ligado a Gelson Merisio tem 16 deputados e os da coligação de Mauro Mariani, 14 parlamentares estaduais. É uma incógnita a aglutinação futura destes blocos.

Mas dá pra afirmar que os números não são esses. A começar por Júlio Garcia. Ele é do PSD, mas diverge de Gelson Merisio. E já tem ao seu lado o correligionário Ismael dos Santos.

Divisões

De um grupo de cinco deputados estaduais eleitos pelo PSD, já surgem dois blocos. Júlio e Ismael numa direção e o trio Marlene Fengler, Kennedy Nunes e Milton Hobus. O pano de fundo é a queda-de-braço entre Garcia e Merisio.

Se a matemática política fosse uma ciência exata, daria para dizer que os 16 do grupo de Merisio e mais os quatro deputados do PT somariam 20. E que os 14 do grupo de Mariani e mais os seis do PSL formariam outra frente de 20 parlamentares. Meio a meio.  Mas como já foi ilustrado, não é assim que as coisas funcionam.

Com o MDB

Júlio Garcia tenta uma aproximação com o MDB para compor com o PSL. Os nove do MDB, somados aos seis do PSL e ao próprio Garcia e a Ismael chegariam a 17 deputados. São necessários 21 para fazer a maioria na Casa e eleger a nova Mesa Diretora. Muita saliva e negociações de bastidores vão rolar.

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