Estratégia fazendária

Governador eleito, Carlos Moisés, já recebeu as primeiras críticas por manter dois secretários de Estado. Paulo Eli continuará pilotando a Fazenda e Leandro Lima seguirá à frente da repaginada Secretaria de Justiça e Cidadania, que vai ser a Secretaria do Sistema Prisional e Socioeducativa.

Os dois nomes, registre-se, são gabaritados e atendem uma promessa de campanha de Moisés: valorizar os servidores de carreira. Eli é fazendário desde sempre. E Lima é egresso dos quadros dos agentes prisionais. Conhecem de suas áreas e têm currículos exemplares.

Em relação à Fazenda, a estratégia do governador e do time de transição é muito clara. Além de manter ali um homem preparado e sério, o futuro governo também se blinda no sentido de evitar que o atual governador deixe alguma bomba de efeito retardado para estourar em 2019.

Efeito retardado

À medida que está confirmado, Paulo Eli terá que tomar os devidos cuidados para evitar que possíveis bombas estourem ali adiante no seu próprio colo.

Outro ponto fundamental. O titular da Fazenda já vem conduzindo as delicadas e complexas negociações sobre as dívidas de Santa Catarina junto à União e também acerca dos financiamentos, nacionais e internacionais, do Estado.

Prazo

Uma questão pontual, que poderia vir a ser uma bomba, é a necessidade de revogação de R$ 400 milhões em benefícios fiscais até o dia 8 de janeiro! Negociações que continuarão sob a batuta do atual secretário. É missão que requer conhecimento, experiência e muito cuidado na sua execução.

PRB com Bolsonaro

O PRB, partido que saiu de 23 para 30 deputados federais depois das eleições de 7 de outubro, reuniu a bancada com o presidente eleito, Jair Bolsonaro, nesta terça-feira, 4, em Brasília. A legenda fechou apoio formal e fará parte da base aliada do novo governo no Congresso. O deputado catarinense Hélio Costa, eleito com 179.307 votos, representou o Estado e trocou algumas e boas palavras com o futuro comandante da nação, destacando as ações que serão implantadas no mandato nas áreas de saúde e segurança pública.

Na veia

Acertou em cheio o governador eleito, Carlos Moisés, que decidiu colocar à venda, em 2019, os dois jatinhos que o governo do Estado mantém à disposição do gabinete. O valor das duas aeronaves é de pouco mais de R$ 2 milhões. Mas sua manutenção e custos operacionais são altíssimos. Nos últimos cinco anos, os dois aviões consumiram a bagatela de R$ 14 milhões. Moisés fará seus deslocamentos em voos de carreira. Merece aplausos, ainda, pelo simbolismo da medida. Que o corte de privilégios e regalias onerosas aos cofres públicos em todas as áreas seja uma das marcas do futuro governo.

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