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EXEMPLO

A infância é a fase mais curta da vida e a de que temos menos lembranças, mesmo assim é a mais gostosa e divertida pela qual passamos.

Quando somos crianças, não temos medo de experimentar coisas novas e adoramos aprender vendo o que os “mais velhos” fazem. Imitamos os pais quando brincamos de casinha, testamos fazer bolhas de sabão das formas mais inusitadas e usamos habilidades de dobrar papel para fazer aviõezinhos e navios.

Pais, tios, irmãos e até conhecidos terminam sendo a enciclopédia da qual a criança tira qualquer informação. Tudo o que aprendemos, sempre foi observando as pessoas que nos rodeiam.

Em casa ensinamos nossos filhos a não mentir, mas o telefone toca e pedimos para que digam que não estamos porque estamos muito cansados para atender naquele momento. Ensinamos que não podemos passar no sinal vermelho, mas quando estamos com pressa, passamos e ainda justificamos que estávamos com pressa.

Na escola, ensinamos as crianças sobre as drogas e o que é prejudicial à saúde, mas em casa temos pessoas fumantes. Como será que as crianças recebem essas informações desencontradas?

Será que o ditado “faça o que eu digo, não faça o que eu faço” deverá ser o carro chefe destes exemplos? Nossas crianças estão carentes de bons exemplos, precisam saber, como ser amigos uns dos outros, saber como é ser solidário e estar disponível para auxiliar quando alguém precisa, sem receber nada em troca.

Será que nós adultos podemos e queremos ensinar com nosso exemplos ou será que precisamos repensar nossa forma de pensar. Mostrar que quando ajudamos em casa ou fora dela estamos mostrando que não custa ajudar, seja com as tarefas domésticas ou em um outro lugar.

Portanto, os mais velhos se tornam a imagem que a criança irá tentar espelhar, na cabeça dela aquela pessoa é mais esperta e deve ser copiada. Esse efeito de espelhar-se vira um obstáculo quando o adulto não é um bom exemplo.

Um sapato fora do lugar pode parecer coisa boba. Contudo, se pensarmos que da mesma forma que, pelo exemplo, uma criança aprende a desrespeitar uma regra como “guarde o sapato no quarto”, ela também aprende a agir com desonestidade, não respeitar o direito dos outros, violar normas do convívio social, etc. Os cuidados com o que ensinamos como modelos devem tornar-se uma prioridade na educação.

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