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Corpo de Bombeiros da dicas para evitar acidentes nas férias

As férias escolares e os dias quentes são a combinação perfeita para as crianças. Piscinas em casa e parques aquáticos são a grande diversão dos pequenos.  Porém alguns cuidados devem ser tomados para que a diversão não acabe em tragédia.

No Brasil, os afogamentos são a segunda maior causa de morte e a sétima de hospitalização por motivos acidentais entre crianças com idade de zero a 14 anos.

O afogamento normalmente ocorre de maneira rápida e silenciosa. Pode acontecer em um breve momento em que a criança encontra-se sem supervisão. Em apenas dois minutos submersa, a criança perde a consciência. Após quatro minutos, danos irreversíveis ao cérebro podem ocorrer.

Por possuírem a cabeça mais pesada que o corpo, crianças com até quatro anos de idade ainda não têm força suficiente para se levantarem sozinhas e nem mesmo capacidade de reagir rapidamente em uma situação de risco. Por isso, em caso de queda ou desequilíbrio, elas podem se afogar até mesmo em recipientes com apenas 2,5 cm de água.

Cabo Jonas, mergulhador do Corpo de Bombeiros de Videira, a orientação é que as crianças sempre estejam supervisionadas por um adulto quando estiverem na piscina.

“Sabemos que as crianças gostam e água e muitas tem aquelas piscinas de plástico em casa. Por mais que elas sejam menores que as dos clubes e parques o risco que elas oferecem sem supervisão e cuidados são os mesmo. Quando os pais optam em ter essas piscinas em casa a orientação é: montou a piscina, a criança brincou sempre com a supervisão de um adulto, logo em seguida esvazia a piscina. Lembramos que a boia de braço não garante a segurança da criança. Evitar que a criança ingira alimentos ou bebidas enquanto estiver na piscina. Evitar deixar baldes cheios de água ou vazo sanitário aberto” destaca.

Adultos também devem tomar cuidado

No último mês de 2018 e nos primeiros dias de 2019 várias ocorrências de afogamento foram registradas em nossa região. Segundo Cabo Jonas a autoconfiança das pessoas é a maior responsável.

“Dentro da nossa instituição na temporada passada em toda operação Veraneio no litoral não houve registros de morte por afogamento, todas as mortes por afogamento foram registrados em água doce, rios, lagos, açudes. Isso aponta que onde o não existe uma supervisão mais ostensiva do Corpo de Bombeiros, como é feita no litoral, acabam acontecendo essas fatalidades. Orientamos a população que esses não são locais adequados para se banhar. Existem locais apropriados e que oferecem segurança como parques aquáticos, clubes, piscinas residências, por exemplo. Locais como açudes, rios, cachoeiras oferecem muitos perigos como correntezas, a água geralmente é turva impossibilitando visualizar a profundidade, se tem pedras, buracos ou poços, nesses locais não existem guardião, sendo que em clubes e parques aquáticos é obrigatório a presença desses profissionais capacitados. As pessoas acabam negligenciando as orientações e acabam acreditando na intuição falsa de que nunca vai acontecer nada com elas” diz.

Acionando o salvamento

Por instinto a primeira reação de uma pessoa ao ver outra se afogando é tentar ajudar. Porém entrar na água ou tentar tirar a pessoa que está se afogando não são aconselháveis conforme explica Cabo Jonas.

“Já atendemos várias ocorrências na nossa região onde uma pessoas se afoga, outras pessoas entraram na água para tentar ajudar e acaba se afogando também. Por mais que saiba nadar, existem várias manobras e técnicas para o salvamento de alguém que está se afogando. Até nós do Corpo de Bombeiros, que somos treinados para esse tipo de situação, temos que ter bastante atenção pois é algo bem delicado. Quem está se afogando tem por instinto tentar se salvar, então acaba se agarrando em quem vai tentar salvar. No final do ano passado atendemos uma ocorrência dessa magnitude onde uma pessoa se afogou e outras entraram na água para tentar salvar, quando eles perceberam que não conseguiriam tiveram que sair da água, mas na maioria dos casos o desfecho é bem diferente, aumentando o número de vítimas. A orientação nesses casos é não entrar na água para tentar salvar. Assim que perceber que alguém está se afogando acione o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193e tente lançar alguma coisa que a pessoa possa se segurar, como cabo de vassoura, corda, ou algo que possa flutuar como garrafas pet, até a chegada do socorro” orienta.

Pesca também oferece riscos

Nossa região possui grande concentração de rios, lagos e açudes, lugar ideal para os amantes de pesca. Mesmo que seja na margem do rio ou açude, essa prática pode oferecer riscos segundo Cabo Jonas.

“Seja para pesca ou passeios em barcos a orientação é sempre usar colete salva vidas. Pequenas boias ou outros materiais não substituem o colete salva vidas. A associação de bebidas alcoólicas e essas práticas não é aconselhada. Atendemos uma ocorrência onde um senhor pescava as margens do Rio do Peixe, ele havia ingerido bebida alcóolica, acabou se desequilibrando e caiu no rio” ressalta.

 

Dicas de prevenção para as crianças

Nunca deixe crianças sozinhas quando estiverem dentro ou próximas da água, nem por um segundo. Nessas situações, garanta que um adulto estará as supervisionando de forma ativa e constante o tempo todo;

Ensine as crianças que nadar sozinhas, sem ninguém por perto, é perigoso;

O colete salva-vidas é o equipamento mais seguro para evitar afogamentos. Boias e outros equipamentos infláveis passam uma falsa segurança, mas podem estourar ou virar a qualquer momento;

Tenha um telefone próximo à área de lazer e o número do atendimento de emergência sempre visível (SAMU: 192; Corpo de Bombeiros: 193);

Muitos casos de afogamentos acontecem com pessoas que acham que sabem nadar. Não superestime a habilidade de crianças e adolescentes;

Fique atento! Crianças pequenas podem se afogar em qualquer recipiente com mais de 2,5 cm de água ou outros líquidos, seja uma banheira, pia, vaso sanitário, balde, piscina, praia ou rio;

Ensine as crianças a não correr, empurrar, pular em outras crianças ou simular que estão se afogando quando estiverem na piscina, lago, rio ou mar.

Piscina

Piscinas devem ser protegidas com cercas de no mínimo 1,5 m de altura e portões com cadeados ou trava de segurança. Atenção! Alarmes e capas de piscina garantem mais proteção, mas não eliminam o risco de acidentes;

Evite deixar brinquedos e outros atrativos próximos à piscina e reservatórios de água.

Águas naturais

Ensine as crianças a respeitarem as placas de proibição nas praias, os guarda-vidas e a verificarem as condições das águas abertas.

Ambiente doméstico

Depois do uso, mantenha vazios, virados para baixo e fora do alcance das crianças baldes, bacias, banheiras e piscinas infantis;

Deixe a porta do banheiro e da lavanderia fechada ou trancada por fora e mantenha a tampa do vaso sanitário baixada (se possível, lacrada com um dispositivo de segurança);

Mantenha cisternas, tonéis, poços e outros reservatórios domésticos sempre trancados.

 

Fonte: Com informações do site Criança Segura

 

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