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Movimento antivacina é incluído na lista de dez maiores ameaças à saúde em 2019

O movimento antivacinação foi incluído pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em seu relatório sobre os dez maiores riscos à saúde global em 2019. Numa lista em que figuram vírus mortais como os do Ebola, HIV, Dengue e Influenza, a “hesitação em se vacinar” foi incluída porque “ameaça reverter o progresso feito no combate às doenças evitáveis por meio de vacinação”.

“A vacinação é uma das formas mais eficientes, em termos de custo, para evitar doenças”, afirmou a OMS no documento. “Ela atualmente evita de 2 a 3 milhões de mortes por ano, e outro 1,5 milhão poderia ser evitado se a cobertura vacinal fosse melhorada no mundo.”

Segundo a OMS, as razões por que as pessoas escolhem não se vacinar são complexas, e incluem falta de confiança, complacência e dificuldades no acesso a elas. Há também os que alegam motivos religiosos para não vacinar a si mesmo ou a seus filhos.

Os efeitos da redução da cobertura vacinal já vêm sendo notados: os casos de sarampo, por exemplo, aumentaram 30% no mundo, segundo os últimos dados disponíveis (2017). Países onde a doença estava extinta, como os Estados Unidos, voltaram a registrar epidemias.

“Trabalhadores da saúde, especialmente os comunitários, são os maiores e mais confiáveis conselheiros e influenciadores para a decisão de se vacinar, e é preciso apoiá-los para que forneçam informação confiável sobre as vacinas”, diz o relatório.

Como surgiu o movimento antivacina

O médico britânico Andrew Wakefield publicou, em 1998, um estudo apontando uma possível relação entre a vacina tríplice viral e o desenvolvimento do autismo. Rapidamente, o medo das vacinas se espalhou pelo Reino Unido, o que ocasionou uma queda alarmante nas vacinações, situação que também ocorreu no Brasil.

Apesar da publicação ter sido realizada pela renomada revista científica “The Lancet”, a verdade é que a teoria apresentada por Wakefield não tinha fundamentos, nem seu autor tinha autorização do conselho médico do Reino Unido para realizar testes clínicos. O estudo foi desmentido várias vezes, como também foi desautorizado pelo conselho médico do país.

Posteriormente, descobriu-se também que os dados do estudo foram alterados por Wakefield para beneficiar sua teoria, se tornando uma fraude.

Em 2004, a revista científica de medicina reconheceu a falha ao publicar o estudo sem embasamentos e se retratou publicamente. No entanto, muitos pais continuaram com receio de vacinar seus filhos, dando mais forças ao movimento antivacina.

Mesmo com a retratação pública, os adeptos do movimento antivacina crescem a cada dia. Esse fato tem preocupado fortemente a classe médica, pois há um temor pela reintrodução de doenças que não foram eliminadas totalmente.

O iminente perigo da reintrodução de doenças já erradicadas se dá por conta da vacinação ser a melhor – senão a única – forma de preveni-las.

Dia da Imunização

O Dia da Imunização é celebrado anualmente em 9 de junho. O principal objetivo desta data é conscientizar a população sobre a importância de manter as principais vacinações contra certas doenças em dia, diminuindo a probabilidade de contrair enfermidades como a caxumba, o sarampo, o tétano, a gripe, entre outras.

O Ministério da Saúde do Brasil, como meio de lembrar a população da importância das vacinas, criou o Programa Nacional de Imunizações. A ideia é estabelecer um calendário nacional de vacinações contra as principais doenças que atingem crianças, jovens, adultos, idosos e gestantes.

Eloni Frighetto, responsável pelo setor de imunização de Prefeitura de Videira reforça que a vacinação é um direito de qualquer pessoa, sendo responsabilidade dos pais ou responsáveis garantir esse direito na infância.

“A vacina é um direito da criança e um dever dos pais/cuidadores. A vacinação é uma das principais ações para prevenção e controle de diversas doenças”.

“É de fundamental importância que pais/mães/responsáveis levem as crianças aos postos de saúde para serem vacinadas, de acordo com o

Calendário Nacional de Vacinação, mantendo os cartões de vacinas sempre atualizados, pois somente com a conclusão do esquema vacinal é que as crianças estarão protegidas”.

“As vacinas são disponibilizadas permanentemente nas unidades de saúde e durante as campanhas de vacinação, gratuitamente. Em caso de dúvidas sobre as vacinas, indicações, contraindicações, procurar uma equipe de saúde mais próxima de seu domicílio. Muito importante as mães cuidarem da caderneta de vacinação pois será um documento para o resto da vida da criança” salienta.

Eloni destaca ainda, que em Videira não existem casos registrados de pessoas que tenham aderido ao movimento antivacina. Ela reforça o comprometimento da comunidade com a saúde das crianças e explica quais os risco de não vaciná-las.

“Acredito que em Videira as pessoas não aderiram ao movimento antivacina, pelo acompanhamento das crianças e verificação da caderneta de vacinação quando as crianças comparecem para consulta ou para campanhas de vacinação”.

“A população de Videira tem um comportamento de responsabilidade com seus familiares. Conforme normas do Ministério da Saúde a vacina é um direito da criança um dever dos pais/cuidadores e vacinação é uma das principais ações para prevenção e controle de diversas doenças o risco que os pais cometem prejudica a criança que não tem condições de se prevenir de doenças”.

“Pais que deixam de levar os filhos para a vacinação obrigatória correm o risco de ser multados ou processados por negligência e maus tratos. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que reúne normas com objetivo de proteger o direito à vida e à saúde de crianças e adolescentes, estabelece que é obrigatória a vacinação das crianças” afirma.

História da Vacina

A primeira vacina de imunização foi criada pelo médico britânico Edward Jenner, em 1796, quando descobriu como imunizar as pessoas expostas ao vírus da varíola.

As vacinas são produzidas com propriedades dos próprios vírus causadores das doenças, mas em estado inativo. Quando entra em contato com o organismo, o corpo não interpreta que o vírus está morto e produz anticorpos para combater o agente invasor. Assim, quando a pessoa é exposta aos vírus ativos de determinada doença, o seu corpo já terá anticorpos para evitar a contaminação.

Locais de vacinação em Videira

– No PAM das 08:00 às 17:00 horas

– No ESF do bairro De Carli das 08:00 às 17:00 horas

– No ESF Amarante das 08:00 às 16:30 horas

– No PAM todas as quartas-feiras é aplicada a primeira dose das vacinas de recém nascidos, no horário das 09:00 às 16:00 horas.

Fonte: Com informações de O Globo

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