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Eletrosul na berlinda

O anúncio de que a elétrica federal permanecerá em Florianópolis, com seus empregos, cadeia produtiva e geração de impostos para o estado foi comemorado por autoridades, funcionários e diretores da Eletrosul. Ela vai incorporar a falida CGTE, do Rio do Grande do Sul. Na operação e no nome, que passará a ser Eletrosul-CGTE.
Maravilha. A companhia é a sexta maior de Santa Catarina, mobilizando as forças políticas estaduais para que ela permanecesse aqui. Agora, não há qualquer garantia de que a Eletrosul mantenha-se administrativa e juridicamente como está hoje.
O governo federal está finalizando projeto de lei para privatizar a Eletrobrás, estatal à qual a Eletrosul pertence.
O modelo projetado para a venda é diferente do que apresentado pela gestão Michel Temer e que não prosperou. A ideia agora seria vender cerca de 11% das ações, tornando a União acionista minoritária da Eletrobrás e arrecadando cerca de R$ 12 bilhões.

Calendário
Esse ano será difícil aprovar a privatização do sistema elétrico a julgar pelas sinalizações do presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Mas a atual gestão vai pelo menos até 2022 e tem tempo para articular a comercialização das ações, mudando definitivamente o modelo.

Goleada
Apesar de todo o apelo da deputada Paulinha, que criou um novo imposto quando foi prefeita de Bombinhas, a chamada Taxa de Proteção Ambiental (TPA), foi aprovada a tramitação, por 25 a 5, da PEC, do deputado Ivan Naatz, que propõe a proibição deste tipo de tributo em todo o território catarinense. A proposta passa a tramitar na Casa e seu mérito será discutido e votado nas comissões e em plenário posteriormente. Acertada a decisão da Alesc.

Peso insuportável
Com a imensa carga tributária que o brasileiro paga, qualquer nova majoração que impacte no bolso dos contribuintes precisa ser muito bem analisada, mas muito bem analisada.

Unanimidade
Dois projetos que estabelecem regras para incentivos fiscais em Santa Catarina, pauta que vem rendendo muita polêmica desde o início do ano, foram aprovados por unanimidade pela Assembleia na última sessão ordinária do semestre, ontem de manhã. As habilidades de diálogo e articulação dos deputados Júlio Garcia e Milton Hobus; mais a disposição para o entendimento do secretário Paulo Eli (Fazenda) foram fundamentais.

Segundo semestre
O assunto voltará à pauta em agosto. Ali adiante, empresários e deputados vão cobrar compromisso do governo, verbalizado por Eli, para contemplar quase duas dezenas de setores que ficaram fora dos projetos e que sentem-se prejudicados.

Brecha
Era tudo o que setores da esquerda e a turma contra a Lava Jato queria. A canetada de Dias Tofffoli, presidente do STF, suspendendo todas as investigações/processos sobre corrupção baseados em informações do Coaf ou da Receita Federal que tenham sido disponibilizadas sem autorização judicial, só foi possível após o Supremo ter sido provocado pela defesa do senador Flávio Bolsonaro.

Digitais
A decisão pode abrir as porteiras para a farra dos corruptos, ávidos por se livrarem das garras da Justiça. E permitir o retorno da impunidade colocando isso na conta da família Bolsonaro? Não poderia ser melhor para quem deseja e defende a impunidade.

Reflexos
Em Santa Catarina, advogados de investigados na Operação Alcatraz já pediram a suspensão do processo. Até o fechamento da coluna, a juíza do caso, Janaína Cassol, ainda não havia se manifestado. Defensores também solicitaram a soltura de detidos na operação.

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