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A democracia liberal é a grande ferramenta para trazer soluções, diz Mourão

Em Florianópolis , vice-presidente falou sobre as propostas do governo federal, o panorama internacional e a polarização da política

Na manhã desta sexta-feira (19), o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, ministrou palestra para cerca de 450 pessoas na sede da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), em Florianópolis. Por pouco mais de uma hora, Mourão falou sobre as propostas do governo federal, o panorama internacional e a polarização da política. O evento fez parte do projeto “Momento Brasil”, idealizado pela Associação Catarinense das Emissoras de Rádio e Televisão (Acaert). Mourão veio à convite do presidente da entidade, Marcello Corrêa Petrelli. 

“A democracia liberal é a grande ferramenta para trazer soluções”, disse o vice-presidente, em alusão aos conflitos internacionais atuais e ao cenário interno brasileiro. Ele afirmou que os pilares da civilização são o pacto de gerações, a democracia, o capitalismo, o estado de direito e a sociedade civil. Em mais de um momento, ressaltou que não era possível crer em um ‘salvador da pátria’. 

Mourão dedicou grande parte da sua fala para falar sobre os conflitos na Venezuela. Chamou Hugo Chávez de “encantador de serpentes” e disse que é preciso tirar a influência externa de países como Cuba, China e Rússia, para “que os próprios venezuelanos resolvam seus problemas”. Afirmou que é preciso estudar bem a questão venezuelana para “nunca mais repetir o que aconteceu lá”. 

Na esfera nacional, a principal crítica foi contra o modelo atual. “Os partidos deixaram de representar o pensamento da população”, disse, durante apresentação de slides. “Precisamos reconstruir o modelo político partidário”, afirmou. Ele disse que hoje o Brasil vive uma polarização e “que nós temos que superar isso aí”.

Mourão afirmou ainda que a reforma da Previdência está bem encaminhada e agradeceu o apoio dos parlamentares catarinenses. A proposta teve voto favorável de 15 dos 16 deputados federais do Estado. “Eu considero que esta batalha já está vencida”, afirmou. Disse que a maioria das pessoas sabe que a reforma Tributária é necessária e que a proposta do governo para o assunto “vai ser jogada no liquidificador” no Congresso, em referência a outras propostas que estão tramitando, uma na Câmara e outra no Senado. 

Na economia, o vice-presidente defendeu a tese de que a Constituição de 1988 criou uma série de despesas que culminaram com a crise orçamentária atual. Segundo ele, a meta do governo é reduzir o déficit pela metade em 2021. Ele criticou a política econômica dos governos do PT no que chamou de “gasto é vida”, e comprometeu as finanças do país. A solução, apontou, é trazer ganhos de produtividade ao “tirar das costas de quem produz a ineficiência do Estado”.

Por fim, defendeu a imprensa e disse que “é preciso aprender a conviver com críticas”. Mourão afirmou que a imprensa serve para os governados e não para os governantes. 

Fonte: RCN

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