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ESPORTE ADPTADO – Avea oferece treinamento para crianças

Ser mãe ou pai é uma tarefa desafiadora e surpreendente por si só. Mas, quando se descobre que um filho não poderá enxergar, andar ou que terá outras limitações, é preciso doses especiais de amor, coragem e empenho para assegurar que ele se desenvolva da melhor maneira possível.

Além de receber os cuidados necessários, é fundamental que a criança se sinta acolhida na sociedade e nos ambientes que frequenta. Não raro, por mais inclusiva que a escola seja, a criança com deficiência é deixada de lado em certas atividades, principalmente as que envolvem exercícios físicos. Os pais devem ficar atentos a esse tipo de situação e buscar alternativas.

Foi o que fez Betânia. A filha dela, Laura, 4 anos, nasceu sem parte do braço e uma das mãos, mas isso não a impede de se exercitar e se divertir.

“Ela pratica natação e agora atletismo através da AVEA Kids. Na verdade eu li no jornal sobre o trabalho que a AVEA realizava com adultos no esporte e busquei mais informações. Em conversa com o professor Gustavo Brandalise, que foi muito solicito, levamos a Laura para o treinamento. A Laura nunca se retraiu devido a diferença que ela tem. A nossa preocupação e o desejo que temos enquanto pais é que ela faça tudo o que quiser, incentivamos e falamos para ela que ela é capaz. Se ela quiser desempenhar uma atividade, com treino e esforço ela é capaz assim como qualquer outra pessoa. O esporte auxilia muito no desenvolvimento físico e psicológico, além da interação com outras crianças. No ginásio onde ela treina, às terças-feiras, às crianças de um CEMEI também praticam esportes na pista de atletismo e a Laura adora brincar com elas, essa interação é muito importante” destaca Betânia.

Muitos benefícios

Estima-se que 10% da população mundial (cerca de 650 milhões de pessoas) tenha alguma deficiência. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), trata-se da “maior minoria do mundo”. Aqui no país, dados do IBGE apontam que mais de um quinto dos brasileiros se declara deficiente – o que totaliza 45,6 milhões. As deficiências mais frequentes são as visuais, físicas e auditivas. Ter alguma limitação, no entanto, não é motivo para deixar de se movimentar.

Para a criança com deficiência, o esporte aumenta a autoestima e a sociabilização. Ela passa a acreditar mais em si mesma, o que contribui com o processo de aprendizagem, porque ela enxerga suas capacidades e se valoriza.

Além disso, a prática de exercício libera serotonina e dopamina, que dão sensação de prazer e ajudam a diminuir quadros depressivos.

O professor de esportes adaptados da Fundação Municipal de esportes de Videira, Gustavo Brandalise, afirma que o objetivo da AVEA Kids é promover o desenvolvimento da criança com deficiência.

“O paradesporto kids é um programa para crianças a partir de 4 anos como incentivo à prática física. O objetivo principal deste trabalho é mostrar para eles que como possuem uma deficiência eles conseguem se superar através do esporte. A nossa equipe tem condições de auxiliá-los e estamos oferecendo treinamento de atletismo e natação. Portanto se tiverem interesse basta procurar a Fundação Municipal de Esportes para virem integrar nossa equipe”.

Fonte: Com informações da Revista Crescer

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