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OFENSA AOS CATARINENSES

A Faesc – Federação da agricultura do estado de Santa Catarina – divulgou uma nota duríssima, considerada a mais contundente de uma entidade contra um governador. Foi na sexta-feira.

No texto, assinado pelo presidente José Zeferino Pedrozo, o Zezo, homem de uma performance invejável, que tem experiência política – já foi deputado – e representa o setor como ninguém. Sua manifestação representa o sentimento de quase que a totalidade do setor produtivo catarinense. 

A coluna de hoje vai destacar trechos da nota, que é extensa e pesadíssima, devido à importância do assunto.

“Estamos vivendo uma curiosa situação: o Brasil e o Mundo consomem nossos produtos e reconhecem a agricultura catarinense como avançada, sustentável e essencial para alimentar boa parte do Planeta. No contrafluxo dos fatos, o governador de Santa Catarina Carlos Moisés da Silva lança dúvidas sobre esse importante setor, ofendendo centenas de milhares de catarinenses que vivem direta ou indiretamente da agricultura e do agronegócio.

Pânico

E segue o texto assinado por Zezo Pedrozo, em tom pesado, porém dos mais realistas, pois é incrível a contrariedade e a repercussão negativa da decisão, pessoal, de Moisés da Silva, de aumentar o ICMS dos defensivos agrícolas. “O mandatário desorganiza o mercado, desestrutura amplas cadeias produtivas, anula a competitividade do produto catarinense e leva pânico ao campo ao decidir – sem nenhuma análise de impacto social e econômico – aumentar a tributação de todos os insumos agrícolas de zero a 17% (única exceção: medicamentos veterinários e vacinas). Isso representa um golpe mortal para atividades essenciais como o cultivo de lavouras, a criação intensiva de animais e a produção de leite.”

Insustentável

“A posição do Governador não tem sustentação na realidade, nem na ciência. É fruto – como ele tem manifestado – de uma convicção pessoal. Mas, também é reflexo da ignorância sobre o universo rural barriga-verde e do mais profundo desconhecimento de um dos setores que, nas últimas décadas, tornou-se a locomotiva da economia estadual.”

Sensibilidade

A nota da Faesc termina assim. “Governador, o Senhor tem direito as suas convicções pessoais. Entretanto, em face de suas responsabilidades no exercício do cargo, essas opiniões não podem destruir um importante setor da economia e infelicitar milhares de catarinenses.”

Birra

Resumindo. Moisés da Silva passou de todos os limites com essa birra. É preciso que o governador faça uma reflexão. Urge que ele reveja sua posição nessa questão do aumento de ICMS. Resta saber quem está servindo de conselheiro ao governador. Ele precisa se cercar de Bombeiros e não de Incendiários. Até porque, ele entende e muito sobre o papel fundamental que os Bombeiros exercem.

Posição

Em meio a toda essa polêmica do ICMS, quem está em silêncio é o secretário da Agricultura, Ricardo de Gouvêa. Ele é produtor, representa o setor de carnes e, em última análise, comunga do pensamento e do sentimento expressado por Zezo Pedrozo. Do jeito que as coisas estão, Gouvêa será chamado a se posicionar. Inevitavelmente. E aí sua posição no governo pode estar ameaçada, pois no contexto atual ele encontra-se em situação delicadíssima. De absoluto constrangimento pela circunstância criada pelo Governador.

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