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PSL-SC em ebulição

A tensão crescente dentro do PSL catarinense atingiu o auge esta semana. O clima já andava bem pesado nos bastidores depois de Moisés da Silva aumentar impostos; dar declarações contra Jair Bolsonaro e tomar posições consideradas esquerdistas; além de falar abertamente a interlocutores que pode migrar para o MDB.

Não bastasse tudo isso, o governador pediu a expulsão sumária do deputado Jessé Lopes. O parlamentar já não tinha afinidade com o Centro Administrativo. Mas subiu o tom neste agosto nebuloso para os pesselistas.

Jessé chegou ao ponto de fazer uma brincadeira, colocando uma foto do governador “de castigo” em seu gabinete. O deputado mandou tirar a foto da parede e a colocar no chão, ação que publicou em suas redes sociais e que ganhou repercussão midiática.

A alfinetada acendeu o furor de Moisés, que já estava com o próprio Jessé e a sua colega, Ana Campagnolo, em sua esquerda (sem trocadilho).

Saia justa

Presidente estadual do PSL, deputado federal Fábio Schiochet ficou numa saia justa. Moisés teria dado o ultimato: ou eles ou eu (para permanência no PSL). O parlamentar foi se avistar com o presidente nacional, Luciano Bivar, ontem, em Brasília

Sem líder

Os desfechos são incertos, mas deve haver pelo menos uma punição a Jessé Lopes. Ana Campagnolo estaria sendo preservada. Sobretudo por sua força nas redes sociais. O fato é que o PSL é uma colcha de retalhos e carece de uma liderança serena, consolidada neste momento. Em um partido nessa situação, estando no governo, quem precisa de oposição?

Aquartelado

Interlocutores do governador, que não são muitos, percebem nele hoje a mesma forma de “comandar” de quando estava na ativa no Corpo de Bombeiros. A hierarquia miliar é rígida. O superior manda e os subalternos obedecem. Não há necessidade de se ter o menor jogo de cintura.  Funciona nas forças de segurança, mas não vai funcionar nunca numa função eminentemente política. Ainda mais em um cargo da envergadura do de governador de estado.

Samba enviesou

Moisés da Silva vem gerando e acumulando muito desgosto neste Agosto. Tudo por não exercitar a capacidade de diálogo. Suas ações o isolam cada vez mais dentro do partido e entre as entidades da sociedade organizada, sinalizando cada vez mais que seu destino pode ser mesmo o MDB. O partido, diga-se, já tem muita influência em sua gestão.

Quinta D

Por falar em agosto, flexibilidade e governador, o estado viverá uma quinta-feira decisiva. Moisés da Silva vai receber, à tarde, representantes do agronegócio e deputados. Em pauta, o descabido aumento de ICMS para insumos agrícolas, incluindo-se aí os defensivos.

Esquenta

Antes do agronegócio, o governador estará com lideranças do setor pesqueiro e o deputado Felipe Estevão. O grupo pedirá o apoio do chefe do Executivo para a derrubada da lei gaúcha das 12 milhas, que fere de morte a pesca de arrasto de SC.

Foco

As brigas políticas, a falta de entendimento, a falta de jogo de cintura, tudo isso interessa a pouca gente. Juízos, senhores. Ainda mais em um momento em que Santa Catarina está atônita, vendo seu pujante agronegócio ameaçado. Deixem de lado as picuinhas e trabalhem em favor do estado!

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