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DEGUSTE ROCK!

Por: Elias Scopel Liebl - Apaixonado por música principalmente rock e metal, formado em agronomia, músico nas bandas Caramba Trio e Sabre.

CLÁSSICO: QUEEN – INNUENDO (1991)

Imagine-se no topo das paradas, podendo se deliciar do luxo e ao conforto que um caminhão de dinheiro pode trazer. Infelizmente, porém, você está debilitado, com a saúde péssima. Pois é, foi assim que surgiu o disco “Innuendo”, do Queen. Freddie Mercury havia sido diagnosticado como soropositivo, possivelmente em 1986 – o que não o impediu de compor e gravar, apesar de se manter longe dos palcos. Com o passar dos anos, seu estado se agravou e a notícia oficial sobre a doença só foi dada 24 horas antes de seu falecimento em novembro de 1991 – pois é, o preconceito era tamanho que não se podia falar da Aids abertamente, nem da homossexualidade do vocalista. Freddie, Brian May, Roger Taylor e John Deacon todos conseguiram ao longo de suas carreiras compor individualmente e chegar ao primeiro lugar nas paradas de sucesso. Fora os Beatles, desconheço outro grupo com um feito como esse. Lançado nove meses antes da morte do líder da banda, “Innuendo” possui uma aura, como era de se esperar, um pouco triste, mas o conteúdo é riquíssimo – uma marca, aliás, de todos trabalhos do Queen. As portas do disco se abrem com uma canção com tons de suspense, “Innuendo”, composta pelos quatro integrantes. Para muitos, é uma das melhores músicas já compostas pelo time. Depois, “I’m Going Slightly Mad”, também ótima, traz uma curiosidade: o videoclipe desta música foi o último com Freddie, filmado em preto e branco para disfarçar sua delicada condição física. Seguimos com “Headlong” e “I Can’t Live With You”, na qual Brian mostra poderosos riffs de guitarra. A suave “Don’t Try So Hard” parece elevar a alma do ouvinte e, na sequência, a frenética “Ride The Wild Wind”, com barulhos de carro ao fundo, só podia ter sido composta por Taylor, amante dos motores. “All God’s People” segue o estilo ópera rock clássico. “These Are The Days Of Our Lives” eleva as emoções à flor da pele, e a canção “Delilah” é simples, direta – e com direito a alguns miados, pois foi composta para a gata (o animal) de Freddie. Se quiser um bom rock’n’roll ouça “The Hitman”, e “Bijou” é outra faixa emocionante. O disco encerra de forma grandiosa, com “The Show Must Go On” – uma despedida emocionante e perfeita: “O show deve continuar”. Com certeza, um disco a ser degustado com calma, longe de distrações. A emoção é garantida.

NACIONAL/REGIONAL: STORMENTAL – STORMENTAL (2006)

O disco deste grupo catarinense, formado em Florianópolis, quebra os padrões do metal vagando pelo progressivo e incorporando contemporaneidade. A promoção do disco rendeu shows pelo Brasil e pela Europa, e resultou em um DVD. Destaque para toda a banda: Xei, Andrei, Marcos e o saudoso Rafael Scopel, que infelizmente nos deixou em 2015. Corra ouvir!

DICA: RIVAL SONS – GREAT WESTERN VALKYRIE (2014)

Banda americana de rock/blues, influenciada principalmente pela sonoridade dos anos 70. O disco chegou ao primeiro lugar nas paradas dos EUA, levando o grupo a percorrer grandes shows pelo mundo. Vale a pena destacar a música que abre o disco, “Eletric Man”, com certeza já um clássico. Com o baixo distorcido, “Secret” é uma paulada na orelha. “Play The Fool” cai muito bem, principalmente ao vivo. “Where I’ve Been” é mais suave e merece destaque. Ouça logo esse disco, você não vai se arrepender.

“Música não é jogo, não temos placar, devemos apenas degustá-las! Consuma sem moderação”.

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