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Bolsonaro ignora governador

O presidente Jair Bolsonaro teve mais uma rápida passagem por Santa Catarina. Ontem, ele participou de evento de formatura de novos Policiais Rodoviários Federais em Florianópolis.

Fez um bate-volta exclusivamente para dar uma aula magna aos novos agentes. Foi a segunda agenda dele no estado depois da posse. No começo de maio, o presidente prestigiou o evento dos Gideões Missionários de Camboriú. Naquela oportunidade, deslocou-se para uma agenda estritamente espiritual.

Nesta quinta, o compromisso foi absolutamente policial. Chama a atenção o fato de Bolsonaro não tratar de política por aqui. Nem com os seus correligionários, especialmente Moisés da Silva.

Santa Catarina deu a maior votação proporcional ao atual presidente no primeiro turno das eleições de 2018. É o estado mais importante governado por um filiado ao PSL. Os deputados federais e senadores catarinenses já foram recebidos em Brasília.

Em relação ao governador, no entanto, Bolsonaro parece ignorar olimpicamente sua existência.

Caixa-preta

O deputado federal Carlos Chiodini votou pela não retirada de pauta a votação do relatório final da CPI do BNDES, na Câmara dos Deputados. Na pauta da comissão há dois dias, deputados estão no impasse de votar ou não no relatório, que acumula 400 páginas e quase seis meses de trabalho intenso.

A pauta ainda está em trâmite nesta quinta-feira, na Câmara Federal. Provavelmente, não haverá quórum para a votação hoje, o que vai adiar a definição.

Bandido preso

A deputada Caroline de Toni (PSL) apresentou na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) parecer pela admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição PEC 410/18, que deixa clara a possibilidade de prisão após condenação em segunda instância. A relatora propôs apenas correções de redação do texto.

“A decisão de executar a pena privativa de liberdade antes do trânsito em julgado é uma escolha política de uma sociedade. É uma questão de política legislativa e está dentro da racionalidade jurídica”, afirmou a catarinense.

Antes tarde

A Câmara, nesta nova legislatura, se apressa para resgatar uma matéria que deveria ter sido discutida e aprovada anteriormente a 2018. Como vários deputados e senadores andavam às voltas com a Lava Jato, o Congresso embarrigou, convenientemente, o tema. Foi isso que levou o STF a tratar da prisão em segunda instância, vendo ali a brecha para rever a lei. Os novos deputados correm contra o tempo, pois as supremas togas estão na iminência de soterrar a Lava Jato e soltar milhares de presos, que já foram condenados na comarca e em pelo menos um tribunal superior, em julgamento colegiado.

Recuo

A pressão de senadores (Esperidião Amin e Jorginho Mello), deputados federais e estaduais, prefeitos e lideranças contra os pedágios abusivos previstos para a BR-101 Sul surtiu os primeiros efeitos. O grupo cobrou providências do diretor-presidente da agência, Mário Rodrigues, durante audiência em Brasília. Ele se comprometeu a não publicar o edital de licitação dos 220 quilômetros da rodovia antes que a comitiva catarinense detalhe o assunto com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas. Esta agenda está prevista para o dia 30 deste mês.

Na Fiesc

A reunião da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) desta sexta-feira, 18, terá o prefeito de Jaraguá do Sul, Antídio Lunelli, como palestrante. Lunelli falará da sua trajetória como empresário e como conseguiu implantar conceitos da iniciativa privada na esfera pública, aumentando as receitas e tendo controle rígido dos gastos.

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