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Desigualdade é obstáculo para desenvolvimento das cidades, afirma especialista

Temas como o impacto da ação humana na Terra e desigualdades sociais nas cidades estão sendo discutidos no KCWS

Nesta semana, Florianópolis está recebendo a 12ª edição do Knowledge Cities World Summit (KCWS), ou Cúpula Mundial das Cidades do Conhecimento, evento que começou nesta segunda-feira (4) e vai até esta quinta. O evento é uma reunião profissional independente e global promovida anualmente desde 2008 e que pela primeira vez está sendo realizado no Brasil.

Um dos temas debatidos no encontro é o impacto da ação humana na chamada era do Antropoceno. O termo é adotado por especialistas para caracterizar uma nova era geológica marcada pela atividade humana na Terra. Para o presidente do Word Capital Institute (WCI) e professor do Tecnológico de Monterrey (TEC), Francisco Javier Carrillo, o prazo de subsistência das cidades é 2050 e não mais 2100, como previu inicialmente o Banco Mundial em 2014, tamanha a interferência humana na biosfera global.

“Cinco ilhas do Oceano Pacífico já desapareceram. É como se tivéssemos no médico e ele dissesse que temos câncer e outras oito doenças letais, entre elas o aquecimento global”, comentou Carrillo. Para ele, não se pode falar em desenvolvimento sem ações governamentais para resolver a desigualdade social.

A opinião é endossada pela diretora do Knowledge for Impact (EUA), Velina Petrova. Segundo ela, um levantamento realizado pela Oxfam Internacional, mostra que a desigualdade está mantendo milhões de pessoas na pobreza, fragmentando as sociedades e minando as democracias. 

“Apenas oito homens possuem a mesma riqueza que os 3,6 bilhões de pessoas que compõem a metade mais pobre da humanidade. Os problemas prementes de nosso tempo são complexos, multifacetados e espinhosos. As soluções exigem o conhecimento e o aprendizado de muitos e a capacidade de descobrir como reuni-los e criar respostas”, afirmou.

O diretor de Relações Governamentais e Assuntos Regulatórios da IBM América Latina, Fábio Rua, fez uma referência ao desenho animado Jetsons, dizendo que queríamos carros voadores, mas a tecnologia acabou atingindo outros objetivos. “Hoje temos testes de carros autônomos, navios que percorrerão sozinhos rotas que hoje não conseguem por causa das condições climáticas e, em 2022, helicópteros elétricos serão produzidos pela Embraer”, explicou.

Fonte: RCN

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