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DEGUSTE ROCK!

Por: Elias Scopel Liebl - Apaixonado por música principalmente rock e metal, formado em agronomia, músico nas bandas Caramba Trio e Sabre.

CLÁSSICO:

NAZARETH – HAIR OF THE DOG (1975)

Banda do coração, banda da estrada, banda que leva a bandeira rock’n’roll para os quatro cantos do mundo, estamos falando de Nazareth. Formado na Escócia no final dos anos 60 por Dan McCafferty (vocal), Manny Charlton (guitarra), Pete Agnew (baixo) e seu irmão Darrel Sweet (bateria), o grupo lançou em 1975 seu sexto disco de estúdio, Hair Of The Dog, com a produção do guitarrista Manny. Os três discos anteriores contaram com a produção do baixista do Deep Purple, Roger Glover. O nome do disco é uma expressão escocesa que quer dizer, mais ou menos, “o melhor antídoto é o próprio veneno”. No caso, quando você acorda de ressaca, beba a mesma bebida da noite anterior. A capa é antológica e bem detalhada. Vamos às faixas deste que é o álbum mais vendido do Nazareth: o disco abre com “Hair Of The Dog” e dispensa comentários, é simplesmente o maior clássico da história da banda, com destaque para o uso percussivo do cowbell e o talk box (efeito de guitarra e voz juntos). Nada mais nada menos, quem fez uma bela regravação desta música foram os americanos do Guns n’Roses. Seguimos com “Miss Misery”, uma das minhas canções favoritas do grupo – destaque para a voz de Dan, um arregaço. A letra fala sobre um relacionamento fracassado onde o narrador pede liberdade. “Guilty” (Randy Newman) e “Love Hurts” (Boudleaux Bryant) são baladas e covers, a primeira saiu na versão europeia e a segunda na americana. Por sorte “Love Hurts” não ficou somente no single, como era a ideia inicial, e com certeza essa interpretação emblemática elevou Nazareth a um outro patamar. Impossível não ser tocado por essa versão. “Changin’ Times” abre com um riff pra lá de rock’n’roll, que podia se encaixar perfeitamente no Led Zeppelin – aliás, nos anos 70 a concorrência era acirradíssima. Reflitam sobre quantas bandas boas haviam no mesmo período, já pensaram? Outra bela interpretação é “Beggar’s Day”, da banda Grin, com a qual o Nazareth uniu “Rose In The Heather”, uma complementação instrumental cheia de belos solos. A próxima é “Whiskey Drinkin’ Woman”, que vai na onda ZZ Top com aquele blue arrastado. O disco fecha com a sombria “Please Don’t Judas Me”, cuja duração chega a quase dez minutos. Nela, temos a participação do baterista de estúdio Simon Phillips tocando tábua. Ele também gravou o disco Sin After Sin, do Judas Priest – e vale a pena salientar que o Metallica fez uma bela versão ao vivo dessa canção. Se você conhece apenas os clássicos do Nazareth procure ouvir mais, pois a discografia é gigantesca e, mesmo entre os altos e baixos, existe muito material bom. Não perca tempo!

NACIONAL/REGIONAL:

NECROPSYA – ROARS (2007)

Banda curitibana formada por Henrique Vivi no baixo e voz, Henrique Bertol na guitarra e Celso Costa na bateria. Roars é repleto de thrash metal muito bem executado, vale a pena conferir.

DICA:

FREEDOM CALL – STAIRWAY TO FAIRYLAND (1999)

Freedom Call é uma banda de power metal alemã formada em 1998 pelo baterista, na época, do Gamma Ray, Dan Zimmermann e pelo guitarrista e vocalista Chris Bay. Seu álbum de estreia, Stairway To Fairyland, contou com o baixista Ilker Ersin e com o guitarrista, atualmente no Helloween, Sascha Gerstner. Uma curiosidade: a banda fez seu primeiro show abrindo para a banda brasileira Angra, na Itália. Se você gosta de melodias e velocidade, este álbum é um prato cheio. A tarefa para destacar as canções é difícil, mas vamos lá: “Over The Rainbow”, “Tears Falling”, “Shine On”, “We Are One”, “Hymn To The Brave” e “Graceland”. Freedom Call continua na ativa, sendo uma das poucas bandas de power metal a sobreviver após a safra do final dos anos 90. Como diria Ronnie James Dio, na época do Rainbow: “Long Live Rock’n’Roll!”

“Música não é jogo, não temos placar, devemos apenas degustá-las! Consuma sem moderação”.

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