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O cenário na Capital

As últimas horas foram de definições importantes com vistas à eleição municipal em Florianópolis no ano que vem.

Enquanto Gean Loureiro confirmou a filiação ao DEM, o vereador Pedro Silvestre, o Pedrão, o mais votado da história de Santa Catarina, trocou o PP da família Amin pelo PL do senador Jorginho Mello.

Pedrão resolveu pular fora da nau Progressista quando identificou que os movimentos dentro do partido apontam para nova candidatura da deputada federal Angela Amin em 2020. Ela já administrou a Capital por dois mandatos e perdeu o pleito de 2016 por pouco mais de 1 mil votos. Tudo indica que o vice de Pedrão será outro vereador, Rafael Daux, do MDB.

Ainda sobre Gean, um ex-tucano e ex-emedebista, consta que a escolha pelo DEM, em detrimento de Republicanos ou Podemos, teve forte influência a partir das perspectivas dos fundos eleitoral e partidário. O Democratas chegou forte, bem mais forte do que o Republicanos. Já o Podemos não compareceu a este tipo de discussão, com viés pecuniário.

Operação

O cenário começa a tomar forma em Florianópolis. Há, contudo, muita água para passar embaixo da Ponte Hercílio Luz. O próprio Gean Loureiro deve ser indiciado pela Polícia Federal no âmbito da Operação Chabu. Se isso ocorrer, caberá ao Ministério Público decidir se oferece ou não a denúncia ao Judiciário. É o tipo de situação sempre complicada em campanhas eleitorais.

Projeções

Além de Pedrão, Gean e Angela, também surgem com perspectivas o professor Elson Pereira, embora esteja filiado ao PSOL; o deputado estadual Bruno Souza, agora militando no Novo; e o deputado federal Hélio Costa, liderança do Republicanos em Santa Catarina. E ainda há a possibilidade de uma candidatura do PSL de Moisés da Silva. O nome especulado é o do comandante-geral da PMSC, coronel Araújo Gomes.

Despedida

A segunda-feira foi dia de despedida do grande jurista e político Saulo Vieira. O corpo foi sepultado ontem à tarde, no Cemitério Jardim da Paz, na Capital. Vieira foi um dos fundadores do MDB de guerra lá em 1966. Sempre militou no partido. Foi chefe da Casa Civil no governo Pedro Ivo Campos e ajudou na gestão de Paulo Afonso Vieira. Também costumava advogar pelo partido na Justiça Eleitoral, além de ter exercido tantas outras funções de destaque. Fará falta.

Reação

Ex-presidente da Adepol e suplente de deputado estadual pelo PSD, o delegado Ulisses Gabriel se manifestou sobre a proposta de Reforma Previdenciária enviada por Moisés da Silva à Assembleia faltando três semanas para o recesso parlamentar. O policial questiona se as mudanças possam significar o começo do fim da Polícia Civil no estado. E critica veementemente o governador, que foi para a reserva aos 48 anos de idade.

Idade

Lá pelas tantas, Ulisses Gabriel lasca. “Mas muitos se perguntam: com que idade o governador se aposentou? Com 48 anos. Mas porque só o Policial Civil terá que trabalhar até os 65 e o Policial Militar não? Não se sabe. Mas é lamentável tal atitude. Será o começo do fim da Polícia Civil, que vai ficar cada vez mais engessada, envelhecida e, automaticamente, ineficaz.” Assunto polêmico, que chegou à Alesc no apagar das luzes deste 2019!

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