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Como surgem os vírus que nos matam?

Vendedora usa máscara em Chicago, nos EUA. Uma mulher foi identificada na cidade com infecção por coronavírus na sexta-feira 24 de janeiro. — Foto: Antonio Perez/Chicago Tribune/AP

Agora é a vez deste novo coronavírus. A humanidade, de tempos em tempos, fica em pânico ante a possibilidade de adquirir doenças fatais causadas por um vírus “novo”, que se espalha pelo ar com uma rapidez incontrolável e sem que consigamos literalmente enxergar onde e em quem se esconde.

Não custa lembrar: o que é um vírus?

Vírus são organismos vivos absolutamente rudimentares e simples, que nem estrutura de uma célula possuem. Os vírus são constituídos por uma “capinha” de proteína e às vezes de gordura que envolve sua marca específica: seu DNA ou seu RNA.

De tão estruturalmente destituídos de qualquer sofisticação, os vírus não têm nem condições de se multiplicarem sozinhos, como fazem as bactérias. Por isso, para se perpetuarem, precisam de uma célula, que é autossuficiente e com uma engenharia mais sofisticada. Invadem, destroem esta célula e se multiplicam velozmente. Na sequencia, saem prontos para atacar.

Raio X do novo coronavírus  — Foto: Amanda Paes e Cido Gonçalves/Arte G1

Raio X do novo coronavírus — Foto: Amanda Paes e Cido Gonçalves/Arte G1

De onde e por quais razões surgem estes vírus “novos” e fatais para nós, humanos?

Nos anos 80 a AIDS assombrou a pessoas. Ainda assombra. O vírus saiu dos macacos e ganhou a capacidade de contaminar – e matar- pessoas.

Depois veio a SARS (Síndrome Respiratória Aguda Grave), causada por um vírus que veio de um pequeno animal carnívoro, a civeta-africana. Este vírus – também da família do coronavírus – produz uma pneumonia gravíssima com insuficiência respiratória. Centenas de pessoas morreram na China e em Hong Kong em 2002-2003.

O vírus ebola, que na África já matou centenas de pessoas, veio dos primatas que podem ter se contaminado com morcegos. Ainda nos assusta.

Coronavírus: infectologista explica o que é o vírus, sintomas e prevenção

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Muitas gripes fatais mataram pessoas. Seus vírus mais atuais vieram das aves – a gripe aviária – ou dos porcos ; a gripe suína.

De tempos em tempos, portanto, somos surpreendidos por um “novo” vírus fatal.

Especialistas acreditam que deve haver – para nossa preocupação – mais ou menos 1.700.000 vírus selvagens ainda não identificados que habitam tranquilamente alguns animais.

De repente, estes vírus adquirem a capacidade de nos matar. Como isso acontece?

Nós, humanos, somos predadores naturais. Na medida em que nós entramos em contato com estes animais portadores destes vírus “novos”, estamos abrindo espaço para que eles adquiram a capacidade de nos invadir e nos matar. Ao comermos carne de macaco, por exemplo, ou sopa de morcego, estamos abrindo a guarda para estes inimigos.

Ciclo do novo coronavírus - transmissão e sintomas — Foto: Aparecido Gonçalves/Arte G1

Ciclo do novo coronavírus – transmissão e sintomas — Foto: Aparecido Gonçalves/Arte G1

Os vírus podem passar rapidamente por mutações. Mutações são mudanças na sua estrutura de DNA ou RNA. Estas mudanças fazem com que eles rapidamente se transformem em armas letais para nós. Aí está a grande vantagem de sua estrutura e engenharia simples: mudar – ou passar por uma mutação- é muito fácil.

Nós, humanos, temos a inteligência que nos garante o “poder” para produzir as mais belas obras de arte, as mais importantes descobertas científicas que salvam vidas, ou enviar naves para outros planetas, por exemplo.

No entanto, nossa fragilidade fica escancarada quando ficamos assombrados ante a possibilidade de morrer, atacados por um ser estruturalmente rudimentar, microscópico e invisível aos nossos olhos. Incrível, não é mesmo?

Fonte: G1 Bem Estar

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