• 27/01/2020

Educação como princípio

É com tristeza que vejo o resultado do desempenho dos estudantes brasileiros em matemática, ciências e em leitura no ranking mundial, realizado pelo Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa). Entre dezenas de países, nosso Brasil não conseguiu registrar avanços significativos, ficando em entre os 10 piores desempenhos do mundo em matemática. 

O que fazemos com a afirmação de que dois terços dos brasileiros de 15 anos sabem menos que o básico de matemática? De que há estagnação nos últimos dez anos na leitura?

Chegamos a 2020 com o país lutando por mudanças, por reformas. E ainda atrasado, infelizmente, nos processos de ensinamentos e aprendizados. A educação é princípio. É valor que deve ser carregado dentro de si, no seio familiar, nas ruas, nas escolas, nas rodas de conversas com os amigos e no trabalho. Estamos estagnados nos últimos dez anos em leitura, que deveria ser o caminho da prosperidade.

O cientista suíço, Jean Piaget, que revolucionou o modo de encarar a educação das crianças, deixou em seu legado a clareza de que “o principal objetivo da educação é criar pessoas capazes de fazer coisas novas e não simplesmente repetir o que as outras gerações fizeram”.

A transformação social é resultado da educação. Os nossos governantes devem enxergar e incentivar nossos estudantes, por meios dos educadores, a importância da leitura e do conhecimento plural da matemática, da ciência, história e geografia – por exemplo – na sua formação da vida pessoal e profissional.

Em nosso país, não há equilíbrio na qualidade de ensino, pois cada região tem sua peculiarizar. Na região Sul, podemos até comemorar o primeiro lugar, seguida do Sudeste e Centro-Oeste no desempenho da leitura. Mas, mundialmente, estamos atrás de 50 países e regiões econômicas importantes.

Os resultados negativos para a educação brasileira, feitos em exame pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), foram verificados mesmo com a expansão da lista dos países participantes, que passaram de 70 para 80.

Temos mais três anos para mudar essa triste realidade. Pensem comigo: foram 600 mil estudantes de 15 anos de 80 países diferentes que passaram pela avaliação do Pisa. No Brasil, mais de 10 mil alunos fizeram a prova. Em nosso país, há mais de dois milhões de estudantes com 15 anos, o que representa 65% da população brasileira.

Reforço meu discurso nos avanços. Sempre há tempo para recomeços e transformações. Esses jovens serão nossos futuros representantes na política, no empreendedorismo, nas pesquisas e no mercado de trabalho plural. Como irão prosperar sem carregar a educação como tesouro?

Desde o ano 2000, quando o Pisa foi criado, o Brasil participou de todas as edições, e continua muito abaixo da pontuações de países desenvolvidos, considerada uma referência na qualidade de educação.

Sejamos referência! Despertemos! Inovemos! 

Por Carlos Chiodini, deputado federal por Santa Catarina