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Estratégia de liberação das atividades desagrada os que defendem o isolamento e os que querem trabalhar

Agências bancárias voltaram a atender clientes há uma semana. Foto: Patrick Rodrigues

Ainda dentro desse grupo, há aqueles que preferem o isolamento, mas são obrigados a sair de casa. Trabalham com os chamados serviços essenciais ou em atividades que já foram liberadas. Para esses o risco de trazer o vírus para dentro de casa não compensaria o sacrifício.

Os que preferem a quarentena acabam tendo a sensação de que o controle da curva de infecção no estado — que é menor que a média brasileira —, será perdido. E quando isso for percebido, será tarde demais para evitar o colapso do sistema de saúde e afastar daqui as cenas que hoje chegam da Europa e Estados Unidos.

Já entre os que querem ver a economia girar o quanto antes há aqueles que acham que tudo deveria ser liberado de uma vez só e que o isolamento é algo a ser adotado somente pelos que integram o chamado grupo de risco. Liberar aos poucos, como ocorre em Santa Catarina, só agrava a crise e aumenta cada vez mais a possibilidade do desemprego gerar miséria, violência e tantos ou mais mortos do que a pandemia seria capaz de produzir.

Outros não entendem os critérios do governo para decidir quais atividades serão liberadas e sentem-se prejudicados. Por que o meu vizinho pode trabalhar e eu não? Por que ele tem o emprego cada vez mais garantido e eu sigo com a ameaça do desemprego? Por que a manicure pode atender os clientes e eu não posso abrir a loja para atender um cliente por vez?

Há também aqueles que gostariam de trabalhar e até já podem fazê-lo, mas como ir e vir sem transporte coletivo? Com quem deixar os filhos se a creche e as escolas estão fechadas? Com os avós? Justo os que devem estar mais distantes de todos?

Parece um teste. Diante do desconhecido e do mar de incertezas que nos cerca, o governo vai tateando e arriscando aos poucos. Soa prudente, mas deixa muita gente desconfiada e apreensiva.

Se inicialmente a ideia era agradar gregos e troianos, cada vez mais percebemos que ambos seguem preocupados e inseguros. Diante de cenário inédito, uma vez mais o tempo nos dará alguma resposta.

Fonte: NSC

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