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Pinheiro Preto completa 58 anos de emancipação político-administrativa

Parabéns a Capital Catarinense do Vinho

O município de Pinheiro Preto celebra nesta terça-feira (19), 58 anos de emancipação político-administrativa. A Capital Catarinense do Vinho, possui conforme a última pesquisa realizada pelo IBGE em 2019, 3.555 habitantes. A maior parte da economia é baseada na produção agrícola e com a produção de vinhos e outras bebidas pelas vinícolas espalhadas pelo município que são distribuídas por todo o Brasil. Além disso possui grande criação de suínos, aves e bovinos.

A prefeitura de Pinheiro Preto antecipou o feriado municipal de 19 de maio, dia do município, para ontem segunda-feira (18).

O decreto N° 5225, de oito de maio de 2020 que autorizou a mudança no calendário, considera que neste ano o feriado cairia nesta terça. Sendo assim o prefeito Pedro Rabuske assinou o decreto, autorizando a antecipação do feriado municipal para segunda-feira.

Hoje 19 de maio é comemorado o aniversário de Pinheiro Preto, que completa neste ano 58 anos de emancipação político-administrativa.

Momento em que o prefeito Pedro Rabuske, remete a data à todos os cidadãos pinheiro pretenses, principais responsáveis pelo desenvolvimento do município.

“Devido a crise do Coronavirus, não poderemos realizar nossa tradicional festa, como tradicionalmente acontece. Precisamos agora cuidar da saúde da nossa população e por isso cancelamos todas as atividades que estávamos programando”, afirmou Rabuske.

Histórico

Em paralelo à colonização no início do século XX, acontecia a construção da Estrada de Ferro São Paulo ao Rio Grande. O auge da sangrenta Guerra do Contestado acontecia na época e transformava o lugar em um grande campo de batalha.

Em meio a este contesto, ocorre em Pinheiro Preto, um dos episódios mais marcantes da história do Brasil: O Assalto ao Trem Pagador, liderado pelo bandido Zeca Vacariano.

O túnel aberto em meio a densa rocha é na atualidade um dos cartões postais da região. No local, uma cruz vela por aqueles que perderam a vida na ocasião. Colonos, operários, sertanejos, muitos tombaram nas batalhas por ocasião da guerra.

Mas, nem mesmo a rigidez da natureza, a ausência de recursos e infraestrutura ou o terror e violência da guerra, foram capazes de deter os bravos colonizadores, que fizeram das adversidades incentivo do perigo à coragem e dos frutos do trabalho a recompensa.   Venceram, criaram raízes, vislumbraram o futuro nessas terras para que a geração atual pudesse chamá-la de: LAR.

O pioneirismo é descendentes de imigrantes italianos que, vindos do Rio Grande do Sul, aqui chegaram em 1917. O objetivo era de: começar vida nova, de progredir, desbravando o chão, tirando dele seu sustento.

A semente do povoamento germinou a partir da chegada do agricultor Pedro Lorenzoni, que de forma heróica, durante dois anos viveu solitário. Abrindo caminho e picadas na densa mata para sobreviver, até que a família chega-se.

Em seguida com a mesma coragem e determinação, vieram: Pedrinho Bressan e Luiz Viecceli, este último, direto da Itália. A partir deles, famílias trabalhadoras chegaram uma após outra, dia após dia, atraídas pela abundância de terra fértil e conseqüente possibilidade de melhoria de vida.

Este pedaço de chão catarinense passou a se assemelhar ainda mais à Itália, quando despertou para uma das suas principais vocações a:  UVA.  Guerino de Costa, em 1919 foi o pioneiro, plantou a primeira parreira e dela foram colhidos os frutos para a fabricação do primeiro vinho catarinense em 1923.

A cultura da uva tornou-se uma das principais vocações agrícolas, de forte alternativa econômica, por agregar valores especialmente com a fabricação de bons vinhos, espumantes e sucos naturais, todos de qualidade referencial. Atualmente, aproximadamente 70% do vinho catarinense é produzido pelas mais de 20 vinícolas instaladas.

A qualidade dos produtos, repercute cada vez mais na expansão do mercado e referenda a vitivinicultura de Pinheiro Preto, como uma das mais expressivas do país. Como alternativa de produção e renda, além dos parreirais, ao longo dos tempos a fruticultura foi inserida na cultura agrícola, até alcançar alto referencial de qualidade com a produção de: pêssego e ameixa, entre outros. Os pomares surgem belos cenários em todo o território do município.

Fonte: Jornalismo Rádio Videira

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