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Caminhos difíceis, nossos olhares!!!

PENSAR - Por: Patrícia Marafon Bogoni - Graduada em Pegadogia e Pós Graduada em Educação Infantil e Ensino Fundamental.

Quantas vezes passamos pelas pessoas sem cumprimentar, com a cabeça baixa ou olhando para o celular.

Eu mesma já me encontrei em situações assim, e com elas pude aprender que devemos olhar nos olhos das pessoas que ao encontrarmos devemos cumprimentá-las, pode ser que assim tornaremos o dia delas um pouco melhor.

Com os caminhos difíceis, agora percebemos o quanto sentimos a falta de estarmos perto daqueles que amamos. A quarentena, mais do que estendida para a educação, mas de extrema valia, nos faz entender o quanto tínhamos tudo mas não dávamos o devido valor.

A fala agora é transformada na palavra gratidão e na palavra saudades. Este efeito, toma conta de todos que de uma forma ou outra tiveram que se afastar daqueles que tornam nossos dias felizes. No caso da educação mesmo olhando o rosto deles todos os dias, ainda falta o contato, o abraço, o apertar a mão, o beijo carinhoso no rosto.

E a pergunta que fazemos a toda hora é quando isso tudo vai acabar?

Infelizmente ainda não sabemos esta resposta mas de antemão, acredito que ainda é preciso tomar muitas precauções. De nada adianta voltarmos por um tempo e em seguida parar como aconteceu na França. Não queremos que esta situação aconteça aqui no Brasil também.

Entretanto, tenho visto que uma parte das crianças desenvolveram tiques e até mesmo ansiedade por ficar em frente ao computador. Esta ansiedade pode vir a gerar uma falta de vontade em aprender ou dificuldade para executar as tarefas propostas pelo professor.

Novamente a parceria entre a família e a escola é fundamental para diagnosticar o quanto antes mudanças de comportamento e iniciar um tratamento imediatamente. Observe sempre o comportamento de seu filho e fique atento a qualquer mudança. As crianças também se sentem pressionadas e podem reagir de várias formas, uma delas é através da ansiedade.

Segundo Augusto Cury, a ansiedade é o mal do século e é assim que vemos as pessoas, com vontade de fazer tudo e sem ânimo para tal realização. Nesta condição estão muitas pessoas, que seguram uma máscara no período diurno e à noite desabam como se estivessem esgotadas todas as forças. E o que tudo isso tem a ver com a educação?

Esta é a parte mais triste, antes víamos esta situação acontecer somente com adultos e agora, já observamos crianças com os mesmos sintomas e cada vez com mais frequência. A preocupação é que os adultos sabem lidar com este problema e as crianças e jovens, ficam reféns de sintomas que são estranhos e ao mesmo tempo não sabem como lidar.

Aproveite este período e cuide de sua saúde mental e da sua família, promova conversas em família, jogos para diversão, séries na TV e faça coisas diferentes para combater este mal que está sendo comum em nossas vidas.

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