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Hipertensão é a comorbidade mais presente entre as vítimas da Covid-19 em SC

Diabetes, doenças cardiovasculares e pneumopatias também figuram entre as características mais presentes nas vítimas contaminadas pelo novo coronavírus

Entre as comorbidades presentes na vítimas da Covid-19 em Santa Catarina, estão diabetes e doenças cardiovasculares- Foto: Rogerio Santana/Governo do Rio de Janeiro/ND

“Óbitos mais recentes: Abelardo Luz, mulher, 69 anos, com comorbidades. Balneário Camboriú, homem, 70 anos, com comorbidades”. A lista fúnebre é parte do boletim sobre a Covid-19 divulgado pela SES (Secretaria de Estado da Saúde) na última terça-feira (8). O obituário estatístico traz poucas informações sobre quem eram os que se foram e assinala como se fosse uma justificativa se indivíduo tinha ou não comorbidades.

Um boletim detalhado sobre a Covid-19, divulgado pela Dive/SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica) nessa segunda-feira (6), ajuda a entender quais doenças tinham essas vítimas.

O boletim contabilizou dados estaduais até o dia 29 de junho. Na data, o Estado registrava 25.056 infectados e 324 mortos. Até esta quinta-feira (9), o número de casos subiu 46% em relação à data da publicação, com 36.810 diagnósticos positivos. Já sobre a quantidade de vítimas, Santa Catarina tem 432 óbitos.

Entre as mortes analisadas pelo boletim, quadros de hipertensão foram a principal condição associada: 37,7%. Em segundo lugar estão os diabéticos, com 36,1% do total de mortos, doenças cardiovasculares (31,2), pneumopatias (9,6%), neurológicas (7,4%) e renal (6,5%).

Outras comorbidades, como casos de imunossupressão (7,7%), obesidade (5,2%), asma (2,2%), doença hepática crônica (1,5%) e Síndrome de Down (0,3%), também aparecem entre as notificadas.

O que são comorbidades?

“Comorbidade é uma doença prévia que está acompanhando pacientes com a Covid-19”, explica o infectologista Valter Araújo. “Muitas dessas doenças, se estiverem controladas, o risco não é tão maior do que para a população em geral”, comenta.

O médico explica que os pacientes hipertensos e diabéticos, por exemplo, precisam seguir seus tratamentos com atenção. “Uma coisa é você ter uma doença controlada, com tratamento, dieta e exercício, essa não complica tanto. Mas, outra é o indivíduo que não trata sua pressão, não toma remédio direito, não cuida da pressão”, comenta.

Hipertensão está relacionada a pessoas com mais de 65 anos

No Brasil, de acordo com a pesquisa Vigitel do Ministério da Saúde, 24,7% da população que vive nas capitais brasileiras afirmaram ter diagnóstico de hipertensão. A pesquisa foi feita em 2018 e mostra que a parcela mais afetada pela doença, 60,9%, são os idosos com mais de 65 anos.

Mesmo não sendo a faixa etária com maior número de infectados pelo vírus, os idosos são o grupo com maior taxa de letalidade da doença em Santa Catarina.

Mesmo com menos infectados, idosos são os que mais morrem pela Covid-19 – Foto: Reprodução/DIVE

Mesmo com menos infectados, idosos são os que mais morrem pela Covid-19 – Foto: Reprodução/DIVE

O número de infectados na faixa entre 60 e 69 anos representa 6,7% do total de casos no estado. No entanto, o percentual de óbitos é de 22,2% e a taxa de letalidade de 4,3%. O mesmo acontece com indivíduos de grupos etários mais velhos.

No estado, o maior taxa de letalidade está entre pessoas com idade entre 80 e 89 anos. Mesmo representando apenas 1,2% dos casos, o percentual de óbitos entre o grupo é de 21,3%, e a taxa de letalidade de 23,6%.

Em Florianópolis, apenas cinco vítimas não tinham comorbidades

Na Capital, das 27 vítimas da Covid-19, apenas cinco não tinham comorbidades. Dos mortos, 11 tinham algum problema cardíaco, três eram diabéticos e outros tinham imunossupressão.

Outros dois tinham problemas respiratórios. Foram registrados ainda pacientes que tinham comorbidades cromossômicas e uma vítima era doente renal.

Fonte: ND Online

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