Esta semana relembramos na coluna Gente de Videira, José Renato Borges, artista plástico com mais de uma centena de obras espalhadas pelo país.

Na reportagem do Jornal Folha da edição 826 de 14 de novembro de 2015, escrita pelo repórter Max Feiten, ele conta um pouco da trajetória de José Renato e do estilo de suas obras de arte.

Acompanhe:

O artista plástico José Renatho Borges, 61 anos, tem cerca de 150 obras espalhadas por vários cantos do País, apesar de ter começado a catalogar suas obras somente após iniciar a expor em eventos. Tem estilo próprio, mas também existem os artistas que gosta mais, como Salvador Dali, o pai do surrealismo. Apesar da influência do pintor espanhol, Renatho prefere fazer uma composição de temas.

O mais importante em cada quadro é a mensagem que escreve nele e o que tenta propor para as pessoas. A mensagem varia o que está vivendo no momento e do mundo a sua volta. Suas obras propõem o equilíbrio, tanto do ser humano quanto da natureza. É muito recorrente a questão da água, da harmonia.

Figuras de pessoas são poucas em seus trabalhos, mas cidades estão sempre presentes, algumas tiradas dos confins da imaginação, porém com traços de dois séculos atrás. Esta é uma forma de mostrar que as pessoas podem ser felizes e ocupar o planeta de forma responsável e sustentável. Gosta de usar energia nos trabalhos, mas de forma harmônica.

Renatho não pinta nada por acaso e sempre que inicia uma obra a preocupação é como uma pessoa vai ver seu quadro. Por isso, só pinta quando está bem para que passe uma boa energia, para que haja identificação com o trabalho e quem veja se sinta bem. Tudo é feito em acrílico sobre tela devido a tinta secar mais rapidamente e ser solúvel em água.

Apesar de ser conhecido como um dos grandes artistas videirenses, Renatho exerceu diversas atividades profissionais até chegar nas pinturas em definitivo. Foi estilista de calçados no Rio Grande do Sul em empresas como Azaleia e Beira Rio, além de uma das maiores exportadoras do País na época, Michel Meynard.

HÁ 26 ANOS EM VIDEIRA

Em 1989, Renatho chegou ao município e abriu uma loja de decorações que tem até os dias atuais. Com a comunicação correndo nas veias, agora visual, foi radialista num período da sua vida. É casado com Sônia, que conheceu no curso de letras, em Caçador. Perdeu a conta de quantos eventos artísticos participou, mas sabe que sem a pintura sua vida seria incompleta, por não conseguir passar a mensagem que está incutida nos seus quadros.