• 01/06/2020

Roubos de cargas caíram 70% em Santa Catarina em 2019

A Delegacia de Furtos e Roubos de Cargas da Polícia Civil de SC apresentou na manhã desta segunda-feira (1º) os números de ocorrências registradas em 2019. Segundo os dados, o número de furtos caiu 75% no período. Houve também queda importante do número de roubos, com redução de 70%. 

O total de ocorrências – que também inclui saques – passou de 198 em 2018 para 60 em 2019. Manteve-se a tendência de queda, já registrada em anos anteriores. Em 2017, foram 572 ocorrências; e em 2016, 635.

Para o delegado-geral da Polícia Civil, Paulo Norberto Koerich, a redução “é fruto da parceria e confiança mútua” entre o poder público e o setor privado. Isso porque a troca de informações tem sido constantes e facilitado o trabalho das forças de segurança. 

Segundo o delegado responsável pela unidade de roubos e furtos de cargas, Osnei Valdir de Oliveira, as ocorrências têm prevalência na região dos portos. “Nossa mancha criminal acaba sendo maior no Litoral Norte. Temos algumas ocorrências no Oeste, mas o grande problema é o litoral”, disse. 

Oliveira diz ainda que as cargas mais visadas são de produtos alimentícios, como peixes e carnes. 

Durante a apresentação dos dados, a Federação dos Transportes de Cargas e Logística de SC (Fetrancesc) oficializou a entrega de mais uma viatura para a delegacia especializada. Esta foi a terceira viatura que a entidade entrega ao poder público desde a criação da unidade. 

Para o presidente da Fetrancesc, Ari Rabaiolli, essa parceria tem sido fundamental para a melhora dos números, assim como o trabalho dos policiais que “trabalham dia e noite, final de semana para cumprir o seu papel”.

Ele lembrou ainda como ponto fundamental nesse cenário a aprovação pela Assembleia Legislativa da lei de 2017 que cassa a inscrição estadual de empresas que receptam material de roubo ou furto. 

O Brasil também teve redução de ocorrências no período, mas em menor escala: passou de 22 mil em 2018 para 18 mil em 2019, redução de cerca de 30%. Mais de 80% dos casos acontecem na região Sudeste. 

Fonte: RCN