• 11/10/2020

Um músico à frente do seu tempo – Rip, Eddie Van Halen

Pois é, moçada, 2020 está sendo cruel, não bastasse a crise econômica e política, problemas ambientais e a pandemia, ainda temos que lidar com a doença do século, o câncer. É sempre difícil aceitar a morte de uma pessoa próxima, e o mesmo acontece com aquelas que parecem imortais, como é o caso de grandes personalidades – ou, mais especificamente, os músicos, que deixam suas obras vagando pelas fontes sonoras.

Este ano vários nomes do rock nos deixaram: Neil Peart (Rush), Sean Reinert (Death), Lee Kerslake (Uriah Heep), Mark Stone (primeiro baixista do Van Halen), entre muitos outros. E a grande perda da semana foi Eddie Van Halen, vítima de um câncer na garganta. Nascido na Holanda e naturalizado americano, Edward Lodewijk Van Halen, mais conhecido por Eddie Van Halen, foi um prodígio da guitarra. Incentivado pelos pais, iniciou na música tocando piano clássico, depois foi para a bateria e, posteriormente, descobriu seu talento nas seis cordas.

Sua maior contribuição foi no grupo Van Halen, ao lado de seu irmão mais velho Alex Van Halen (bateria). Com a banda Van Halen, gravou doze discos de estúdio e participou de muitos outros trabalhos, um deles com Michael Jackson, no álbum Thriller (o mais vendido na história). Apesar de famoso, teve uma vida relativamente fora dos holofotes. Lutou contra o vício em álcool e cigarro e há mais de dez anos travava uma batalha contra o câncer. Infelizmente, na terça-feira, aos 65 anos, não resistiu.

Eddie está e estará em qualquer lista de melhores e mais influentes guitarristas que já habitaram o nosso planeta. Enfim, nos resta degustar sua obra e agradecer por pessoas como ele, que contribuem para algo bom em nossas vidas. Para encerrar, peguei o texto que o guitarrista do Angra, Rafael Bittencourt, escreveu sobre a morte de Eddie.

“Sempre digo que só percebemos o tamanho do espaço que uma pessoa preenche em nossas vidas quando ela nos deixa. Desencarna. Estou sentindo um tremendo vazio. E posso sentir que vários amigos ao redor estão sentindo o mesmo. Tristeza, choro compulsivo, angústia. Mas como? Eu nem o conhecia pessoalmente. Isso acontece porque a alma dele tocou a minha. Tocou a nossa”.

Deguste rock e saúde a todos!