• 17/10/2020

Mobilização neste sábado oferece atualização no calendário de vacinas

Crianças e adolescentes podem participar neste sábado (17) da mobilização nacional de multivacinação chamada como Dia D. A iniciativa faz parte de campanha que pretende atualizar a situação vacinal de menores de 15 anos, além de conscientizar a população sobre a importância da imunização contra sarampo, febre amarela, rubéola, caxumba, hepatites A e B e poliomielite.

A Campanha Nacional de Multivacinação foi iniciada em 05 de outubro e vai até o dia 30 deste mês.

O Dia D vai movimentar cerca de 40 mil postos de saúde pelo país. De acordo com o Ministério da Saúde, serão disponibilizadas todas os tipos de imunização do calendário nacional de vacinação, sendo possível receber mais de uma dose no dia. Ao todo, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) oferece cerca 18 vacinas para crianças e adolescentes.

Somente contra a poliomielite, uma das doenças mais preocupantes, cerca de 11 milhões crianças de um ano a menores de cinco devem receber a Vacina Oral Poliomielite (VOP), com a condição de que tenham recebido as três doses da Vacina Inativada Poliomielite (VIP). Felizmente, o Brasil não detecta casos da doença, que causa paralisia infantil, desde 1990, graças ao Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Em Santa Catarina, as crianças com idade entre um ano e menos de cinco (4 anos, 11 meses e 29 dias), formam um grupo de aproximadamente 342.285 crianças. A meta é vacinar, ao menos, 95% deste público, ou seja, 325.684 crianças.

Os últimos registros da doença em Santa Catarina, foram em 1989. No entanto, os esforços ainda precisam ser mantidos, com a imunização de todas as crianças, para que o Brasil continue livre da doença.

Em Videira, as vacinas podem ser tomadas no PAME 24 horas, e nos postos do Amarante e da Vila de Carli.


Campanha de Multivacinação

Para a Campanha de Multivacinação, não há uma meta específica. Os principais objetivos desta mobilização são oportunizar o acesso às doses, atualizar a situação vacinal e aumentar as coberturas vacinais.

A gerente de imunização da Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina, Lia Quaresma Coimbra, esclarece que durante a vigência das campanhas serão oferecidas todas as vacinas do Calendário Básico de Vacinação 2020 da Criança e do Adolescente.

“Com essas campanhas, queremos reduzir ainda mais o risco de transmissão de doenças que podem ser prevenidas com vacinação e evitar o retorno de outras, como o sarampo, por exemplo”, ressalta.

No início do mês de setembro deste ano, após 21 semanas sem novos casos, Santa Catarina declarou encerrado o surto de sarampo que havia começado em julho de 2019. A grande participação da população, que aderiu à vacinação do sarampo, foi essencial para o encerramento do surto.

Olho:

Em Videira, as vacinas podem ser tomadas no PAME 24 horas, e nos postos do Amarante e da Vila de Carli.


Vacinas ofertadas pelo SUS

Infância:

Para vacinar, basta levar a criança a um posto ou Unidade Básica de Saúde (UBS) com o cartão/caderneta da criança. O ideal é que cada dose seja administrada na idade recomendada. Entretanto, se perdeu o prazo para alguma dose é importante voltar à unidade de saúde para atualizar as vacinas.

– BCG – previne a tuberculose – dose única;

– Hepatite B – dose ao nascer;

– Penta – previne difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e infecções causadas pelo Haemophilus influenzae B – três doses;

– Vacina Poliomielite 1, 2 e 3 (inativada) VIP – previne a poliomielite – três doses;

– Pneumocócica 10 Valente (conjugada) – previne a pneumonia, otite, meningite e outras doenças causadas pelo Pneumococo – três doses;

– Rotavírus humano – previne diarreia por rotavírus – duas doses;

– Meningocócica C (conjugada) – previne doença invasiva causada pela Neisseria meningitidis do sorogrupo C – três doses;

– Febre Amarela – previne a febre amarela – uma dose;

– Tríplice viral – previne sarampo, caxumba e rubéola – 1ª dose;

– DTP – previne a difteria, tétano e coqueluche – duas doses;

– Hepatite A – uma dose;

– Tetra viral – previne sarampo, rubéola, caxumba e varicela/catapora – uma dose

– Varicela atenuada – previne varicela/catapora – uma dose.

Adolescente:

Algumas vacinas só são administradas na adolescência. Outras precisam de reforço nessa faixa etária. Além disso, doses atrasadas também podem ser colocadas em dia.

– HPV – previne o papiloma, vírus humano que causa cânceres e verrugas genitais – duas doses;

– Meningocócica C (conjugada) – previne doença invasiva causada por Neisseria meningitidis do sorogrupo C – Dose única ou reforço;

– Hepatite B – 3 doses (a depender da situação vacinal anterior);

– Febre Amarela – 1 dose (a depender da situação vacinal anterior);

– Dupla Adulto (dT) – previne difteria e tétano – Reforço a cada 10 anos;

– Tríplice viral – previne sarampo, caxumba e rubéola – 2 doses (de acordo com a situação vacinal anterior);

– Pneumocócica 23 Valente – previne pneumonia, otite, meningite e outras doenças causadas pelo Pneumococo – 1 dose (a depender da situação vacinal anterior).

Adulto:

– Hepatite B – 3 doses;

– Febre Amarela – dose única;

– Tríplice viral – previne sarampo, caxumba e rubéola – 2 doses (20 a 29 anos) e 1 dose (30 a 49 anos);

– Dupla adulto (dT) – previne difteria e tétano – reforço a cada 10 anos;

– Pneumocócica 23 Valente – previne pneumonia, otite, meningite e outras doenças causadas pelo Pneumococo – uma dose.

Idoso:

– Hepatite B – 3 doses (verificar situação vacinal anterior);

– Febre Amarela – dose única (verificar situação vacinal anterior);

– Dupla Adulto (dT) – previne difteria e tétano – reforço a cada 10 anos;

– Pneumocócica 23 Valente – previne pneumonia, otite, meningite e outras doenças causadas pelo Pneumococo – reforço

– Influenza – uma dose anual.

Gestante:

A vacina para mulheres grávidas é essencial para prevenir doenças para si e para o bebê.

– Hepatite B – três doses (a depender da situação vacinal anterior);

– Dupla Adulto (dT) – previne difteria e tétano – 3 doses (a depender da situação vacinal anterior);

– dTpa – previne difteria, tétano e coqueluche – uma dose a cada gestação a partir da 20ª semana de gestação ou no puerpério (até 45 dias após o parto);

– Influenza – uma dose anual.

Movimentação contrária

A ação adentra um contexto de movimentação mundial anti vacina que tem aumentado o número de pessoas não imunizadas nos últimos anos. Consequentemente, doenças que já estavam eliminadas no Brasil, voltaram a registrar casos, como o sarampo.

O Sistema Nacional de Imunização do Brasil registra uma queda média de 48% de vacinas como tríplice viral e poliomielite nos últimos cinco anos. A Organização Mundial da Saúde também tem alertado sobre os perigos da redução da imunização da população.


Vacina contra o Coronavírus

Embora já admita a possibilidade de que uma vacina contra o coronavírus seja aprovada ainda este ano, a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que a imunização em larga escala não vai acontecer em 2021.

A maior parte da humanidade terá que esperar para receber o medicamento a partir de 2022. Em um primeiro momento, será dada prioridade aos grupos de risco, idosos, pessoas com doenças pré-existentes e profissionais da saúde.

Segundo a cientista-chefe da organização, Soumya Swaminathan, as doses no próximo ano serão limitadas e o mundo não tem capacidade de produção para atender a maior parte das pessoas em curto prazo. “As pessoas tendem a pensar ‘no dia 1º de janeiro, a gente vai tomar a vacina e aí vai voltar ao normal’. Não vai funcionar assim porque nunca ninguém produziu vacinas neste volume”, disse Soumya.

Com as afirmações, a cientista reforça o discurso da OMS, que tenta sensibilizar governos a seguirem com medidas de combate. A organização mantem as recomendações de distanciamento, isolamento quando possível e testagem em massa. Soumya Swaminathan pediu ainda compreensão aos mais jovens.

“Não teremos doses suficientes para vacinar os mais vulneráveis em todos os países e isso é muito crítico. As pessoas precisam entender isso individualmente e dizer: ‘eu sou uma pessoa jovem, eu não tenho nenhuma condição pré-existente, então posso esperar meus avós tomarem a vacina”.

A Campanha Nacional de Multivacinação foi iniciada em 05 de outubro e vai até o dia 30 deste mês.

Fonte: Brasil de Fato/Ministério da Saúde/SES